Mostrar mensagens com a etiqueta Elisabete Neves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Elisabete Neves. Mostrar todas as mensagens

# 4324



Anoiteci-me de ruas vazias, enquanto te procurava. Sorvi o chão com as mãos, na esperança de o sentir tremer. Estremeceu e tu chegaste.

I've let myself night away in empty streets while looking for you. I sipped the ground with my hands, hoping to feel it tremble. It shook and you came.

Texto | Text: Elisabete Neves
Fotografia | Photography: Débora Ornellas

# 4114




Hoje chovi sobre os raios de sol só para nascer em ti um arco-íris.

Today I rained on the sun's rays just to give you a rainbow.

Texto | Text: Elisabete Neves
Fotografia | Photography: Michèle Polak

# 3973




Hoje chovi sobre os raios de sol só para nascer em ti um arco-íris.

Today I rained on the sun's rays just to give you a rainbow.

Texto | Text: Elisabete Neves
Fotografia | Photography: Elena Soloni

# 3883



Hoje chovi sobre os raios de sol só para nascer em ti um arco-íris.

Today I rained on the sun's rays just to give you a rainbow.

Texto | Text: Elisabete Neves
Fotografia | Photography: Sverre Følstad

# 3752



Rasguei os olhos de luz. Doeram-me as palavras e a distância. Fiquei quieta na imunidade do que te queria sentir. Emudeci a chuva e humedeci o vento, deixei-o cansado de esperar. Não fui nem fiquei, deixei-me apenas embalar pela insuficiência de não saber ser, sem ti.

[Light tore my eyes. Words and distance were painful. I stayed still, shielded from what I wanted to feel for you. I silenced the rain, and I soaked the wind, I left you tired of waiting. I didn’t leave, and I didn’t stay, I just let myself be rocked by the insufficiency of not knowing how to be, without you.]

Texto | Text: Elisabete Neves
Fotografia | Photography: Vanda Cristina

# 3614




Rasguei os olhos de luz. Doeram-me as palavras e a distância. Fiquei quieta na imunidade do que te queria sentir. Emudeci a chuva e humedeci o vento, deixei-o cansado de esperar. Não fui nem fiquei, deixei-me apenas embalar pela insuficiência de não saber ser, sem ti.

[Light tore my eyes. Words and distance were painful. I stayed still, shielded from what I wanted to feel for you. I silenced the rain, and I soaked the wind, I left you tired of waiting. I didn’t leave, and I didn’t stay, I just let myself be rocked by the insufficiency of not knowing how to be, without you.]

Texto | Text: Elisabete Neves
Fotografia | Photo: Valéria Cunha

# 3600



Hoje chovi sobre os raios de sol só para nascer em ti um arco-íris.

[Today I rained on the sun's rays just to give you a rainbow.]

Texto | Text: Elisabete Neves
Fotografia | Photo: Alon Goldsmith

# 3425




Hoje chovi sobre os raios de sol só para nascer em ti um arco-íris.

Texto: Elisabete Neves
Fotografia: Paula Abreu Silva

# 3402



Meu amor, sei que te tenho no ventre. Sei que te recolho no meu colo mesmo ainda sem corpo e que todas as vezes que canto é para ti. Sei que não existe definição, senão a quântica, do que é seres e não seres ao mesmo tempo. Mas já és tanto.
Como se o fim de tudo não chegasse a tempo do começo.

Texto: Elisabete Neves
Fotografia: Teresa David

# 3389



Doem-me as palavras sem boca. Aquelas que dizes sem comprimento de onda. Ouço-as pela frequência inequívoca da guitarra que tocas e deixam de doer.

Texto: Elisabete Neves
Fotografia: Ana Gilbert

# 2990



Sinto falta de te ter, sem nunca te ter tido.
Como se respirar fosse beber do teu ar, sem o consumir, dissecando as moléculas da sua trágica missão de me fazer viver.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Maria Augusta

# 2978



 
Sinto falta de te ter, sem nunca te ter tido.
Como se respirar fosse beber do teu ar, sem o consumir, dissecando as moléculas da sua trágica missão de me fazer viver.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Diana R. Castro

# 2967



Se respirássemos ao contrário, poderíamos ser árvores e renascer das moléculas defuntas, reduzidas a cinzas, só com a tristeza da chuva.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Ana Paula Fadoni

# 2958




Anoiteci-me de ruas vazias, enquanto te procurava. Sorvi o chão com as mãos, na esperança de o sentir tremer. Estremeceu e tu chegaste.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Francisco Válga

# 2919




Se respirássemos ao contrário, poderíamos ser árvores e renascer das moléculas defuntas, reduzidas a cinzas, só com a tristeza da chuva.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Célia Guerra

# 2911



Se respirássemos ao contrário, poderíamos ser árvores e renascer das moléculas defuntas, reduzidas a cinzas, só com a tristeza da chuva.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Ana França

# 2909




Se respirássemos ao contrário, poderíamos ser árvores e renascer das moléculas defuntas, reduzidas a cinzas, só com a tristeza da chuva.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Vanda Cristina

# 2908



Os teus passos tornam-se mais e mais pequenos. São construídos com o vagar que o passar dos anos te permite. Olhas-me ao longe, sem distância chamo-te e vens. Por uma estrada que se alonga a cada passo. No negro, vejo-te agora o branco e toda a tua doçura. De sempre, és minha e eu, como sempre, tua.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Maria Jorge Soares

# 2899



Hoje caminhei por entre os teus pés sem que os pisasse. Não deste por mim. Respirei-te no mesmo compasso que faz dos dias noites. Não me sentiste. Fiz-me escura na brancura da tua pele, quando se encheu de luz. Persegui-te. Tentei libertar-me de ti. Não permitiste, continuaste a encher-te de luz, mesmo na podridão do dia acabado, no artificial do teu leito. Fixei-me sobre as palavras que lias, murmurei-as contigo, sem que me ouvisses. Fiz-te cansar sobre o desvanecer das horas e finalmente apagaste a luz. E finalmente fui.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Vanda Cristina

# 2866




Hoje caminhei por entre os teus pés sem que os pisasse. Não deste por mim. Respirei-te no mesmo compasso que faz dos dias noites. Não me sentiste. Fiz-me escura na brancura da tua pele, quando se encheu de luz. Persegui-te. Tentei libertar-me de ti. Não permitiste, continuaste a encher-te de luz, mesmo na podridão do dia acabado, no artificial do teu leito. Fixei-me sobre as palavras que lias, murmurei-as contigo, sem que me ouvisses. Fiz-te cansar sobre o desvanecer das horas e finalmente apagaste a luz. E finalmente fui.

Texto: Elisabete Neves
Foto: Ana Isa