# 2347



Pensar intensamente em ti sem parar, de Noite e de Dia.

Texto e foto: Teresa Marques dos Santos

# 2346



Que língua é essa que o teu corpo me fala?

Texto: Liliana Silva
Foto: Elisabete Antunes

# 2345




Às vezes sinto que podia ser qualquer pessoa, e isso enche-me e esvazia-me ao mesmo tempo.

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: A. M. Catarino

# 2344




É no momento que me prendo, é o momento que me liberta.

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Teresa Maria dos Santos

# 2343




Se a cor um dia desbotar, haverá memória?

Texto: Clara Vales
Foto: Sílvia Bernardino

# 2342




Não me procures amanhã quando é hoje que te sinto.

Texto: Liliana Silva
Foto: Cristina Graça

# 2341



A liberdade habita os gestos simples. Decidir abraçar alguém, abrindo o peito para acolher, apesar de todos os golpes. Eis um rosto da coragem.

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Humberto Cardoso

# 2340




Encaro-os calmo sem avançar explicações de monta, deixando-os com a sua impaciência e perplexidade. As pessoas habituam-se a quem justifica por isso me fogem amigos e inimigos.

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Ana Leiria

# 2339



Abrigas-me no teu mundo? Preciso dele para me sentir segura.

Texto: Patrícia Grilo
Foto: José Luís Jorge

# 2338



As mareadas mastigavam o meu corpo e, impotente, percebi qual espectador que os meus impulsos eram como aquela energia. Debatendo-me cansar-me-ia, apenas. Havia que os aceitar. Permiti-los. Sê-los. Algum propósito emergiria do remoinho.

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Teresa Marques dos Santos

# 2337



Gosto da presença do teu cheiro nas minhas memórias...

Texto: Liliana Silva
Foto: Raquel Ferreira Coimbra

# 2336



Sussurra-me ao ouvido que já é amanhã.

Texto: Ana Gilbert
Foto: Cristina Vicente

# 2335




Quem escolheu esta minha maneira de viver?

Texto: Vítor Vieira
Foto: Ana Margarida Lopes

# 2334




O que mais gosto em ti? - O tanto que descubro em mim...

Texto: Liliana Silva
Foto: Teresa Bret Afonso

# 2333




A imortalidade acontece no instante em que a beleza se deixa enlaçar.

Texto: Catarina Vale
Foto: João Oliveira

# 2332




É a liberdade que me dás que me faz estar presa a ti.

Texto: Patrícia Grilo
Foto: Sónia Silva

# 2329



Podes gritar o quanto quiseres, no Universo ninguém te ouve.

Texto: Vera Novais
Foto: Cristina Graça

# 2328




- Anda, corre! Quero-te apresentar a Primavera!
- Quem é a Primavera?
- Há muitas definições! Mas para Ti, é a Vida!

Texto: Maria João Rocha
Foto: Teresa Maria dos Santos

# 2325




Embarco na viagem incerta de me encontrar no abraço dos teus ramos.

Texto: Sandrine Cordeiro
Foto: Tânia João

# 2324



Observo, à socapa, dois velhinhos na conversa. Nem imagino quem vai ser o meu companheiro de banco de jardim....

Texto: Vítor Vieira
Foto: Selma Preciosa

Até Agosto

# 2323



Haverá algum momento em que uma pessoa consiga não estar à espera de algo, seja o que for, um fim ou um princípio ou um adiamento ou um atraso ou um intervalo?

Texto: Miguel Clemente
Foto: Carla de Sousa

# 2322



Rasga-me o sentimento de sentir o sentimento sentido!
Entrega-me as palavras que outrora te enviei.

Rasga-me o olhar de um passado vivido,
De um momento louco,
De um momento que amei.

Sinto que não quero sentir o sentimento sentido, de entregar palavras e ninguém as ter lido.

Viver cada segundo com sentido real!
Viver a vida e não questionar o final!

Texto: Maria João Rocha
Foto: Teresa Maria dos Santos

# 2321



Saudade é olhar-te através de um vidro impossível de quebrar.

Texto: Liliana Silva
Foto: Sílvia Bernardino

# 2320




- Pois é... Escusavas era de me estar sempre a apalpar as pernas enquanto me contas essas histórias, não é?
- Vá lá, deixa-te disso e passa-me a segunda folha dos cravos...

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Ana Leiria

# 2317




As palavras que tinha para ti, larguei-as ao vento, na esperança que ele as leve aonde eu nunca vou chegar.

Texto: Liliana Silva
Foto: Mar Graciosa

# 2316




Das histórias com borboletas

Desenhaste-me sorrisos com as palavras que tão bem sabes pintar. Os meus sorrisos, que não são nada fáceis de arrancar, ganharam comprimento para bater à tua janela. Queria que me ajudasses a fixá-los nos contornos da minha boca. Foi o que te pedi enquanto calçava as meias de que mais gostas. Uma carta que sofre de quebras de tensão e que queria equilibrada com a tua sensibilidade e lucidez.
Não sei o que fizeste aos lápis de cor.
Não sei o que fizeste às aguarelas novas.
Não sei o que fizeste à tela que te comprei.
Temi não poder saber se continuavas a respirar. Temi não poder confirmá-lo.
Não se morre só da carne, dos ossos e do coração que decide parar. Também se morre pelas borboletas que deixaram de voar.
Com os dedos, tatuámos um acordo. Nos dias em que quisermos escorrer doçura, abriremos a porta do borboletário. Para que a maior, a belbellita de asas de veludo negro e pintas vermelhas, possa treinar o voo nas entrelinhas do nosso passeio.

Texto: Isabel Pires
Foto: Frankie Boy

# 2315




"A vida é a tela que pinto todos os dias."

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Teresa Maria dos Santos

# 2311




“Os pássaros continuam a falar-me de ti
e eu passei a viver à janela.”

Texto: Liliana Silva
Foto: Cristina Vicente

# 2310



"Estou a pensar, e pensar é uma forma de movimento."

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Ana Gilbert

# 2309




"Continuarei incessantemente a abrir todas as portas, a subir a todas as janelas, até um dia me encontrar. E quando finalmente essa descoberta se der, a inquietude adormecerá em mim."

Texto: Patrícia Grilo
Foto: Teresa Marques dos Santos

# 2308



"Diz-me em quantas partes me posso dividir, mantendo-me inteiro?"

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Tânia João

# 2307




“Se vens para atrasar os meus sonhos, não entres.”

Texto: Liliana Silva
Foto: Peter A. Gilbert

# 2306



"Quando Francisco nasceu, o mundo era feio. Todo escuro e gelado.A terra dura, o mar vazio, o rio morto.
Ao lado do córrego, que antes saciava desejo de bicho, jaziam vacas e bois.
De barriga estufada, tripas arrebentadas, a face coberta de dor. Na rua não havia crianças. Os homens tomados de ódio, tropeçavam no silêncio. Às vezes, um pássaro preto rasgava o céu.
Quando Francisco nasceu, havia muito pouco.
Mas ele cresceu, pegou um canto, botou água, botou planta, botou chão.
Aprendeu a tocar sanfona, assoviou pro pássaro preto e chamou o sol.
Quando Francisco morreu, os homens o sepultaram.
Sem ódio, em silêncio e com um punhado de esperança."

Texto: Lorena Kim Richter
Foto: Sílvia Bernardino

# 2305




“As palavras que tinha para ti, larguei-as ao vento, na esperança que ele as leve aonde eu nunca vou chegar.”

Texto: Liliana Silva
Foto: Maria João Faísca

# 2304




"A separação dos mundos não serve a liberdade. Mas tu sabes.."

Texto: Mónia Camacho
Foto: Regislayne Morais

# 2303



“Que língua é essa que o teu corpo me fala?”

Texto: Liliana Silva
Foto: Cristina Graça 

# 2302



“Por vezes não sentes que o futuro já ficou para trás?”

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Teresa Bret Afonso

# 2301



"Quando chegares, não digas nada. Fala com o corpo."

Texto: Miguel Clemente
Foto: Vilma Serrano

# 2300



"Saltei condenações e decidi fazer até à desistência do corpo."

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Mar Graciosa

# 2299




“Procurei por mim em cada um dos meus quartos. Não me consegui encontrar.”

Texto: Liliana Silva
Foto: Elsa Margarida Rodrigues