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# 4436
Houve chuva antes do cobre,
havia borboletas lívidas em orquídeas anónimas,
havia vento sul ao pôr do sol sem hora marcada.
Houve alguma vez amor sem transacções?
There was rain before copper,
there were pale butterflies in anonymous orchids,
there was unscheduled southerly wind at sunset.
Was there ever love without transactions?
Hubo lluvia antes del cobre,
hubo mariposas lívidas en orquídeas anónimas,
hubo viento del sur al atardecer sin cita previa.
¿Hubo alguna vez amor sin transacciones?
Texto | Text: Carolina Samper
Fotografia | Photography: Irene Bernardt
# 4427
Tanto olhou o velho espelho
que encontrou um poema de cristal.
Nunca o revelou a ninguém
e prometeu-se em segredo à sua alma.
So deeply she gazed into the old mirror
she found a crystal poem.
She never revealed it to anyone,
and secretly promised herself to the soul.
Tanto miró al viejo espejo
que encontró un poema de cristal.
Nunca lo enseñó a nadie
y se prometió en secreto con su alma.
Texto | Text: Carolina Samper
Fotografia | Photography: Kate Hrynko
# 4416
Houve chuva antes do cobre,
havia borboletas lívidas em orquídeas anónimas,
havia vento sul ao pôr do sol sem hora marcada.
Houve alguma vez amor sem transacções?
There was rain before copper,
there were pale butterflies in anonymous orchids,
there was unscheduled southerly wind at sunset.
Was there ever love without transactions?
Hubo lluvia antes del cobre,
hubo mariposas lívidas en orquídeas anónimas,
hubo viento del sur al atardecer sin cita previa.
¿Hubo alguna vez amor sin transacciones?
Texto | Text: Carolina Samper
Fotografia | Photography: Theo Bunge
# 4407
Tanto olhou o velho espelho
que encontrou um poema de cristal.
Nunca o revelou a ninguém
e prometeu-se em segredo à sua alma.
So deeply she gazed into the old mirror
she found a crystal poem.
She never revealed it to anyone,
and secretly promised herself to the soul.
Tanto miró al viejo espejo
que encontró un poema de cristal.
Nunca lo enseñó a nadie
y se prometió en secreto con su alma.
Texto | Text: Carolina Samper
Fotografia | Photography: Nuria Mendoza
# 4404
Essa. Eu quero ser aquela árvore que observa;
aquela com as raízes fortes e erguidas;
aquela que se arrancou do solo para voar;
a que permanece pousada na sua colina.
Nua quero passar o meu tempo, tal como ele;
receber a noite entre os meus braços, como ele;
ouvir a noite; hospedar, germinar, como ele.
Para me lembrar sempre. Parto para voltar.
That one. I want to be that tree that is watching;
the one with the strong upraised roots;
the one that ripped itself from the soil to fly;
the one that remains perched on its hill.
Naked I want to spend my time, just like him;
receive the evening between my arms, just like him;
listen to the night; host, germinate, just like him.
To remember always. I leave to come back.
Ese. Yo quiero ser el árbol que mira,
el de raíces fuertes levantadas;
el que se arrancó de la tierra para volar;
el que sigue posado en su colina.
Desnuda quiero pasar el tiempo como él;
recibir la tarde entre mis brazos como él;
escuchar la noche, acoger, germinar como él.
Recordar siempre. Irme para volver.
Texto | Text: Carolina Samper
Fotographia | Photography: Jelena Stankovic
# 4396
Essa. Eu quero ser aquela árvore que observa;
aquela com as raízes fortes e erguidas;
aquela que se arrancou do solo para voar;
a que permanece pousada na sua colina.
Nua quero passar o meu tempo, tal como ele;
receber a noite entre os meus braços, como ele;
ouvir a noite; hospedar, germinar, como ele.
Para me lembrar sempre. Parto para voltar.
That one. I want to be that tree that is watching;
the one with the strong upraised roots;
the one that ripped itself from the soil to fly;
the one that remains perched on its hill.
Naked I want to spend my time, just like him;
receive the evening between my arms, just like him;
listen to the night; host, germinate, just like him.
To remember always. I leave to come back.
Ese. Yo quiero ser el árbol que mira,
el de raíces fuertes levantadas;
el que se arrancó de la tierra para volar;
el que sigue posado en su colina.
Desnuda quiero pasar el tiempo como él;
recibir la tarde entre mis brazos como él;
escuchar la noche, acoger, germinar como él.
Recordar siempre. Irme para volver.
Texto | Text: Carolina Samper
Fotographia | Photography: Michèle Polak
# 4394
Tanto olhou o velho espelho
que encontrou um poema de cristal.
Nunca o revelou a ninguém
e prometeu-se em segredo à sua alma.
So deeply she gazed into the old mirror
she found a crystal poem.
She never revealed it to anyone,
and secretly promised herself to the soul.
Tanto miró al viejo espejo
que encontró un poema de cristal.
Nunca lo enseñó a nadie
y se prometió en secreto con su alma.
Texto | Text: Carolina Samper
Fotografia | Photography: Laetitia Graber
# 4392
Houve chuva antes do cobre,
havia borboletas lívidas em orquídeas anónimas,
havia vento sul ao pôr do sol sem hora marcada.
Houve alguma vez amor sem transacções?
There was rain before copper,
there were pale butterflies in anonymous orchids,
there was unscheduled southerly wind at sunset.
Was there ever love without transactions?
Hubo lluvia antes del cobre,
hubo mariposas lívidas en orquídeas anónimas,
hubo viento del sur al atardecer sin cita previa.
¿Hubo alguna vez amor sin transacciones?
Texto | Text: Carolina Samper
Fotografia | Photography: Victoria Petlitskaya
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