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# 2044



“Queria sentir-se apenas parte daquele momento. Sem mais nada. Atingir a leveza. Somos tão leves quando apenas estamos no presente.”

Texto: Mónia Camacho
Foto: Maria João Alves

# 2017



"Vou secar todas as lágrimas e iluminar-me de dentro para fora.”

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Alves

# 1986



"Por vezes, o tempo avança tornando os dias em segundos impossíveis de deter. 
- Sorrisos que se propagam da boca ao olhar -
Querer ficar, recusando que a memória se aproprie do que se faz sentir tão real.
- Gargalhadas prolongadas para além do que as fez surgir -
Mas a felicidade só existe no lado veloz da vida. Não lhe basta apenas acelerar o coração.
- Estrelas contadas por corpos fundidos de areia molhada -
Ignora que a tristeza surge num tempo que é possível dilatar. Que é na fugacidade de um momento que se concebe a saudade.
- Luz contemplada no mar -
Vagueamos por ritmos que desejaríamos inverter. Procuramos a eternidade para o que mais se faz sentir, para os instantes que nos encontram e de onde emergimos desprezando as palavras que desconhecem as letras de tamanha sensação. 
- Silêncio do mundo entre frenéticas respirações -
Gravamos na alma o que mais nos marca a pele, transmutando a felicidade em intensa melancolia. Talvez sejamos fábricas de memórias. Olhamos, ouvimos, saboreamos, cheiramos, sentimos para reabastecer lembranças.
É tanto, e só, nas lembranças que existimos. Nós nos outros, os outros em nós..."

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Alves

# 1975



"A orfandade caiu sobre o seu coração como a noite. Tamanha sorte, a dela, haver amigos-luz rasgando a treva. Afagos para a melancolia a que haverá de ceder."

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Maria João Alves

# 1950



"Se o teu olhar repousar em mim, serei parte de ti."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Alves

# 1938



"A verdade esquiva, felina, depende do ponto de vista.
Custa-te admiti-lo.
Viveste?"

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Maria João Alves

# 1927



"Os segredos das crianças são chaves que mais tarde vão abrir a vida."

Texto: Mónia Camacho
Foto: Maria João Alves

# 1920




"se olharmos bem 

se olharmos bem, pelos poros da cidade podemos ver bicicletas saindo. é garantido que podemos pegar numa dessas e pedalar por uma nova rua contra a lei da gravidade, amolecendo muros e morros e amarras. é certo que tudo pode não passar de um devaneio. no momento em que nos aproximamos das cercanias, de cabelos contornando o vento e pés descalços, talvez a gente perceba que não saiu daquele lugar imóvel de onde olhávamos a cidade de baixo pra cima, buscando a luz do movimento que — sabemos — mora no cerne de todas as coisas do mundo, até nos buracos mais duros. mas se a própria vida é um devaneio do humano, que lhe inventa sentidos e fronteiras, revidemos, revidemos. depois disto, é certo isto: o mesmo lugar já não é o mesmo lugar."

Texto: calí boreaz
Foto de partida: calí boreaz
Foto de chegada: Maria João Alves

# 1894



"Também o olhar sente e pensa e toca e guarda as suas próprias memórias."

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Maria João Alves

# 1864



"As pessoas são misturas instáveis e volúveis que escapam a qualquer compreensão ou sentido."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Alves

# 1854



"Vivo a pensar que sou livre. E dou por mim, a fugir do corpo que me prende."

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Maria João Alves

# 1837



"Procuro-me onde não estou
Procuro-me onde nunca estarei"

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Alves

# 1815



"Por sermos reflexos de luz só somos visíveis a quem nos consegue iluminar. "

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Alves

# 1805



"Será que é por sermos tantos num só que vivemos impossibilitados de conhecer o nosso rosto?"

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Alves

# 1789



"Como se formam todas estas lágrimas, se em mim apenas sinto um infinito vazio? De que são feitas?"

Texto: Miguel Clemente
Foto: Maria João Alves

# 1752



"Não se retorna ao que está cada vez mais longe…"

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Alves

# 1735

 


"Vivi sempre a meio caminho entre a acção e a quietude. Quantas demoras foram arrependimento. A quantos toques me furtei. Em breve, o luto dos meus. O tempo foi a medida da minha incapacidade." 

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Maria João Alves