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# 3015



Uma verdade nunca desvanece no passado. Ela é um futuro que ainda há-de voltar.

Texto: Nuno Pinto Bastos
Foto: Maria João Dias

# 2984




[ausência]

estender os braços no escuro
e colher silêncios

Texto: Dulci Dantas
Foto: Maria João Dias

# 2955



Poderá ser o corpo a indicar o caminho certo para a felicidade?

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Maria João Dias

# 2940




Inunda-me o ruído do mundo. Escondo-me no silêncio.

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Dias

# 2542




Realidades internas, que se forem bem construídas conseguem ofuscar todas as realidades externas. É isso divagar: permitir que a mente construa.

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Maria João Dias

# 2375




Já não fazemos amor como fazíamos. A noite deixou de nos saciar e, das janelas, o único cheiro que sinto é o do inverno.
Por isso vai,
antes que o silêncio atroz nos roube os sonhos,
antes que naufraguemos nas nossas próprias lágrimas,
antes que as palavras nos abram feridas profundas na alma,
antes que nunca mais façamos amor.


Texto: Liliana Silva
Foto: Maria João Dias

# 2360



Sentou-se no meio do silêncio. Afagou a alma e abrandou o coração, projectando as memórias que, de tão amachucadas, mal se conseguiam ler...

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Dias

# 2253



"Há momentos que, com tão ínfima duração, são enormes na sua capacidade de nos reduzir a uma insignificância tremendamente dolorosa de sentir.
Carregamos toda a nossa existência no incerto de decisões nascidas no medo, trémulas em assertividade, que nos empurram para ir no simultâneo de ficar.
Viajamos até onde fomos mais, desejando voltar a ser e ter, enfrentando toda a impotência que nos cerca.
Percebemos que o pouco que éramos não somos, e que a única matéria que conseguimos arrastar é apenas, tanto e só, a que nos constitui.
Acordamos em nós, sedentos de viver pelo que permanece sempre connosco...
Há momentos, que de tanto os esquecer, ficarão em mim para sempre."

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Dias 

# 2221



"Os dias abandonam-nos como se nunca nos tivessem pertencido."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Dias

# 2207





"Trazias contigo a beleza do dia quando anoitece."

Texto: Liliana Silva
Fotos: Maria João Dias

# 2185



"Não deu conta de ir. Caminhos de sorrisos, de incontáveis palavras que mesmo sem voz se faziam ouvir. Não deu conta de voltar."

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Dias

# 2046



"A árvore olha-a em silêncio. O que será que vê? E o que significará o seu silêncio? Talvez lhe esteja a perguntar: o que é um abraço? 
Não sabe o que responder. O que é um abraço? Para que serve? Como se explica? 
Não se explica, responde em silêncio. Não há mesmo forma de explicar, diz em silêncio. Depois, mostra-lhe o que é um abraço; mostra-lhe como se abraça."

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Maria João Dias

# 2006



"Não sei o que mais pesa em mim: se o silêncio, se o vazio, se o riso, se o medo, se o prazer, se a angústia, se o sonho, se a indecisão, se a esperança, se a saudade. Sinto-me uma acumulação de pesos, que oscilam e se contorcem, buscando a supremacia. Compondo o puzzle que sou. 
E vou gerindo e equilibrando todas estas forças contraditórias como se a minha vida fosse uma espécie de ginástica permanente de emoções. Por vezes, não vivo: faço gestão de pesos. Evito quedas. Respiro. Sonho com a possibilidade de leveza. Sem saber o que mais pesa em mim."

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Maria João Dias

# 1872



"As minhas mãos têm saudades do cheiro do teu corpo."

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Maria João Dias

# 1829



"Se o espírito sonha, também a pele deverá ter os seus próprios sonhos."

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Maria João Dias