Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Mãos de Cenoura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Mãos de Cenoura. Mostrar todas as mensagens

# 740



"Deve ser triste não saberes o que fazer de um gesto puro."

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 716



"- Já te disse, hoje, as saudades que tenho da tua voz? Da sua vibração no meu tímpano? Já te disse? O caminho que esse teu, tão teu, timbre percorreu e sobressaltou? Creio que sabes... não preciso de o dizer, então."

Texto: Clara Vales
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 697




"Correu os dedos pelo cabelo. Foi um impulso aquele corte. Nos primeiros minutos pareceu-lhe o máximo. Agora reencostada na cadeira velha do jardim, observava os brinquedos desmantelados, por ali espalhados como carcaças sem cor, sem vida a habitarem uma relva crescida já murcha.
Podia ter tirado tudo aquilo dali. Mas teve medo. Podia perder o sentido da vida. Sempre contavam histórias aquelas carcaças. Ela lembrava-se de todas. Ainda.
Sorriu. Suspirou. Os olhos ficaram húmidos, passou as mãos pelo cabelo, cinco ou dez vezes. Não se sentia ela própria. Talvez isso fosse bom. Sentiu frio. Aborreceu-se, não pelo corte, nem pelos brinquedos, só pelo tempo. Tempo perdido."

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 691


"Deixaste que toda a luz se extinguisse. Agora, só a escuridão te dá sentido."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 673



"ao longe
crispações microscópicas
minúsculos incêndios de silêncio
ínfimos cortes com a ponta da tesoura
arqueiros certeiros que apontam aos poros"

Texto: Sónia Oliveira
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 659



“Não…”
Com estas três letras arrasaste os meus sonhos, abanaste todo o meu chão até que eu caísse, apagaste o meu horizonte. Mas eu vou erguer-me, devagar, e procurar por outras três letras, as únicas capazes de me devolver a vida, as únicas que me farão voltar a acreditar.
“Sim...”

Texto: Helena Simão
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 650



"Não nasci no mundo. Foi o mundo que nasceu em mim e eu no mundo que em mim nascia. Fora de mim, o nada. Fora de mim, a irrelevância de ser ou não ser. Fora de mim, o que nunca poderei saber."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 639



"Determinado, caminhou para trás. Horas, dias.
Numa tentativa absurda de enganar o tempo
e conseguir corrigir todos os erros que cometera no passado".

Texto: Helena Silva
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 630



"Os dias (em) que não VIVEMOS deviam ser descontados ao (pouco) tempo que nos é dado estar no mundo."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 625



"A subtil sensação de que a nossa arquitetura andava sem sentido de humor. Mais funcionária que funcional. Palidamente cinzenta. Desmotivando pausadamente os nossos espaços urbanos."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 614



"Estou certa de poder emergir com ideias de revolução e liberdades urgentes. Livre. Enfim, livre. Afinal, completa."

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 602



"Mais importante do que o destino ou o sentido é continuar em movimento."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 596



"Demasiadas vezes, eras apenas água
Que sentia escorregar-me por entre os dedos".

Texto: Helena Silva
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 582



"A esplanada vazia de gente de tudo menos de nós. Tu os teus cabelos dourados os teus olhos azuis e o teu corpo vestido de preto e amarelo. O teu corpo enchia a esplanada vazia de gente. O teu corpo enchia-me o olhar. As tuas pernas nuas cruzadas debaixo da mesa na esplanada enchiam o espaço que nos separava. E como o espaço ainda nos separava. Os nossos olhos cruzaram, os teus no infinito os meus nos teus. As vidas cruzam-se assim como os olhos se cruzam num olhar, como um simples cruzar de pernas, as tuas, no momento de um olhar meu, furtivo aos teus olhos. Fizemo-nos acreditar naquele olhar e agora estás a meu lado, na esplanada vazia de gente mas cheia de nós."

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 574



"Pergunto-te: não seriamos mais felizes se assumíssemos as nossas contradições, as intermináveis provas de que a vida não é rectilínea, de que de nada vale ter planos e delinear projectos, porque tudo o que podemos fazer, tudo o que nos é concedido, é ir improvisando?"

Texto: Miguel Clemente
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 564



"Cada coisa encerra infinitas possibilidades de ser."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 556



"O que eu queria era não desesperar com o tempo que ainda me resta hoje, com o amanhã, o depois de amanhã. O que fazer com todo este tempo se só tu sabias como o preencher de cor, de emoção, de amor?"

Texto: Helena Simão
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 552



"Faria pouca diferença limpar as marcas da tua passagem no meu corpo a cada colisão. Os relacionamentos amorosos, casos de vida maior, morrem como tudo o que pulsa."

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Rui Mãos de Cenoura


# 547



'Já não tenho asas e toda esta dor é a condição humana.'

Texto: Mónia Camacho
Foto: Rui Mãos de Cenoura