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# 3774




Primeiro a neblina, depois o dragão. Por vezes, apenas a manhã.

[First the mist, then the dragon. Sometimes, just the morning.]

Texto | Text: Ana Miguel Socorro
Fotografia | Photography: Rah Pha

# 3396



Intoxicada pelo teu ar calado, devolvo-te o guião do silêncio breve. Volto amanhã.

Texto: Sandra Francisco
Fotografia: Rah Pha

# 3374



Será que irei mais ou muito para além da mera finitude física?

Texto: Vítor Vieira
Fotografia: Rah Pha

# 2878




E de ímpeto, o firmamento chora as penas dos que por cá calcorreiam dias de águas agitadas.

Texto: Clara Ribeiro
Foto: Rah Pha

# 2834



Trazes a vida guardada na algibeira, amordaçada para não pedir socorro. Finjo que não a escuto quando te abraço, e prolongo-me em ti para a sossegar.

Texto: Catarina Vale
Foto: Rah Pha

# 2806



Os rios secam. Nem as lágrimas dos homens arrependidos os salvam.

Texto: Ana Miguel Socorro
Foto: Rah Pha

# 2789




Podes libertar-me. A vida já me ensinou a voar sozinha.

Texto: Patrícia Grilo
Foto: Rah Pha

# 2779



Chegou a casa cansado. Despiu-se da rua. Na "chaise longue", ela esperava-o amando cada passo que ele dava. Seguiu-o ávida de amor desde que a porta da entrada se abriu até ele ficar colado a ela como se os olhos lhe despissem a roupa e a pele. Atirou-se de costas para os braços dela. Afundaram-se os dois um no outro.

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Rah Pha

# 2768



- Sabes em quantos buracos cabe o meu coração?
- Não. Vais dizer-me?
- Em nenhum.
- Então, porque perguntaste?
- Queria perceber se tu achavas possível parti-lo para o dividir em buracos.
- E seu te desse um número possível?
- Serias um matemático.
- Deixarias de gostar de mim?
- Não.

Texto: Rita Rosa
Foto: Rah Pha

# 2762




São cavalos selvagens que me fogem pelos sonhos quando em ti desejo acordar.

Texto: Nuno Pinto Bastos
Fotos. Rah Pha

# 2641




Há hábitos a que um monge comunga
e de que me faço carapaça.

Texto: Rah Pha
Foto: Selma Preciosa

# 2402



Rasguei as águas à procura de paz. Encontrei o silêncio da solidão.

Texto: Lia Wolf
Foto: Rah Pha

# 2374



A nossa existência não poderia suprimir a minha. O amor não pode matar para viver.

Texto: Catarina Vale
Foto: Rah Pha

# 2280



"Há hábitos a que um monge comunga
e de que me faço carapaça."

Texto: Rah Pha
Foto: Fernando Silva

# 2208



“Tentar extinguir o amor verdadeiro é o mesmo que tentar impedir o vento de soprar.”

Texto: Pedro Ferrão
Foto: Rah Pha

# 2202



"O teu corpo,
tão suave quanto desejado,
contorno de montanhas."

Texto: Rah Pha
Foto: Ana Gilbert

# 2166



"Uma folha de papel organiza-se melhor do que as entranhas."

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Rah Pha