# 3208




Sempre permanecerei nos lugares que mais me fizerem existir.

Texto: Catarina Vale
Foto: Cristina Vicente

# 3207



Na sombra do véu
Sou mais corpo
Sou mais nua
Sou mais tua
Penumbra

Texto: Ana Miguel Socorro
Foto: Diana R. Castro

# 3205



Dá-me a mão quando já não souber o caminho.

Texto: Nuno Pinto Bastos
Foto: Tânia Silva

# 3204



Voo, plano, observo, esvoaço.
Procuro, encontro, conheço, hesito.
Recomeço.
Quantos recomeços suportarão as tuas asas?

Texto: Patrícia Grilo
Foto: Ana Paula Fadoni

# 3203




Como se respira o mesmo ar e não se cria a mesma memória?

Texto: Catarina Vale
Foto: Ana Isa

# 3202





Caem as cortinas. Caem as máscaras. Caem as folhas. As estações passam, a vida prossegue. Ciclicamente... Renovamo-nos na esperança da permanência.
Mas nada é nosso... nem a vida.

Texto: Cristina Vicente
Fotos: Carla de Sousa

# 3201




Todas as sombras me despertam a vontade do teu regresso...

Texto: Catarina Vale
Foto: Teresa Maria dos Santos

# 3200



No meu regaço balançam silêncios de encanto. Melodias de luz, lembranças que resgatam da escuridão

Texto: Catarina Vale
Foto: Vanda Cristina

# 3199




Aconchega as hastes
Veste e despe as pétalas
Aprofunda o cheiro
Repõe o suco
Chama-me aprendiz
Nessa natureza que é o abraço
Ensina-me
Eu reaprendo

Texto: Ana Miguel Socorro
Foto: Cristina Vicente

# 3197



Jardinei no meu coração para cortar as tuas raízes.

Texto: Maria João Rocha
Foto: Frankie Boy

# 3196



A felicidade está emaranhada no novelo da saudade e, ainda assim, desenrola-se.

Texto: Sandra Francisco
Foto: Elsa Arrais

# 3195




A cidade é apenas isso: um corpo que se movimenta até adormecer.

Texto: Ana Miguel Socorro
Foto: Catarina Casaca

# 3193




O corpo transformou-se no mero envelope de uma alma que já ali não mora.
De tão avassalador, só resta calar. Chiu….

Texto: Sandra Francisco
Foto: Teresa Marques dos Santos

# 3189




Como se respira o mesmo ar e não se cria a mesma memória?

Texto: Catarina Vale
Foto: Flávia Barros

# 3187




"Existem vidas bem piores do que a tua..."
"Não", disse a moça num rompante.
Aditou que "a minha será pior do que todas".
Foram palavras trocadas entre nós.
Uns dias mais tarde, viemos a saber, pelo jornal, que tinha sido presa preventivamente por ter rebentado com um cofre de uma agência funerária.

Texto: Vítor Vieira
Foto: Ana Moderno

# 3184




Não sinto o passar dos dias
Não sinto o vazio das horas
Não me atormentam questões de sentido
Não me angustia a existência
Não fico presa no torpor da mágoa
Ou de amores não co-respondidos
Perco, na virtualidade do mundo, tudo aquilo que me faz humana.

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Vanda Cristina

# 3182




A minha pele é memória de uma vida, de uma história.

Texto: Maria João Rocha
Foto: Diana R. Castro

# 3179




É a tua imaginação que me dá mão.

Texto: Mónia Camacho
Foto: Ana Paula Fadoni

# 3178



Gostas do ouvir a solidão dos teus vagarosos passos numa rua atafulhada de gente e com pressa de Natal, comprando este mundo e o outro...

Texto: Vítor Vieira
Foto: Ana Moderno

# 3176



Às vezes

É no silêncio de nós que (às vezes) surgem os sorrisos mais sinceros,
(às vezes) as lágrimas mais dolorosas,
É na imobilidade das acções que (às vezes) somos corajosos,
(às vezes) medrosos,
É nos actos de loucura que (às vezes) somos conscientes,
É nos actos pensados que fazemos as maiores asneiras (às vezes),
E (às vezes) não andando, damos os passos mais certos,
E dando passos atrás (às vezes) vamos em frente.
(às vezes) A magia está no ângulo morto.

Texto: Sara Viscondessa
Foto: Maria Frazão

# 3173



Será que o tempo continua a passar mesmo quando o seguramos com a mão?

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Cristina Vicente

# 3172



Quem serei quando me vir sem companhia?

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Elsa Arrais

# 3171




O céu e o mar têm nuances que nem a Pantone consegue imitar. Abre a pestana e molha os pés, o resto? Esquece.

Texto: Sandra Francisco
Foto: Maria Augusta

# 3169



Inunda-me o ruído do mundo. Escondo-me no silêncio.

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Mariana Costa

# 3168



É a mão que entrelaça o tempo e o transforma em memória.

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Sílvia Bernardino

# 3167




Pelas brumas de um mar calmo, bailam as cristas das ondas.

Texto: Célia Góis
Foto: Ana Moderno

# 3166



A intensidade de um olhar cresce com a consciência de ser a única forma de sentir...

Texto: Catarina Vale
Foto: Catarina Casaca

# 3165




Quando a boca não fala, o espírito traz ao corpo o que está calado.

Texto: Ana Miguel Socorro
Foto: Diana R. Castro

# 3164



A janela da alma é o olhar, como se lê em maus poemas? Ou será a imaginação?

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Vanda Cristina

# 3163




Os escritores não morrem, flutuam nos sentidos e nos sentires.

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Ana Moderno

# 3162



Nos dias em que a chuva e o vento fazem ruir o mundo, o aconchego e o tamanho do farol são tudo o que importa?

Texto: Ana Miguel Socorro
Foto: Célia Góis