# 3724




Espero por ti nos lugares das memórias escritas.
Acende-me a palavra uma e outra vez.

[I wait for you in the places of written memories.
Light me the word over and over again.]

Texto | Text: Ana Miguel Socorro
Fotografia | Photo: Elsa Martins

# 3723




A ambivalência da água
Que se afoga na fonte da vida.
Que ironia líquida.

[Ambivalence of water
Drowning in the source of life.
Liquid irony that is.]

Texto | Text: Ray Meller
Fotografia | Photography: Sverre Følstad

# 3722




Janela. Céu aberto. Palavra azul. Memórias perdidas conduzem-me ao absurdo. Haverá pássaros algures.

[Window. Open sky. Blue word. Lost memories lead me to the absurd. There are birds somewhere.]

[[Prozor.Otvoreno nebo.Plava reč.Izgubljena sećanja me odvode do apsurda.Negde su ptice.]]

Texto | Text: Jelena Stankovic
Fotografia | Photography: Cristina Vicente

# 3721




O sentido das coisas depende da loucura de quem as observa.

[The meaning of things depends on the madness of those who observe them.]

Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photography: Başak Yağmur

# 3720




Sonhei com o amor.
Era um bando de pássaros livres. E uma sinfonia.

[I dreamed of love.
It was a flock of free birds. And a symphony.]

Texto | Text: Ana Miguel Socorro
Fotografia | Photo: Alon Goldsmith

# 3719




O tempo cai suavemente sobre nós. E por vezes, parece que conseguimos segurá-lo entre os dedos.

[Time falls gently on us. And sometimes it feels like we can hold it between our fingers.]

Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photo: MaRu

# 3718




A chegada do amor oferece-nos a esperança de um recomeço, como se as nossas partes mortas pudessem renascer por via de uma expectativa qualquer.

[The arrival of love offers us the hope of a new beginning, as if our dead parts could be reborn through some expectation.]

Texto | Text: Joana M. Lopes
Fotografia | Photo: Jelena Stankovic

# 3717




Guarda para ti a cor da minha pele imersa na luz da manhã...

[Keep for yourself the color of my skin immersed in the morning light...]

Texto | Text: Catarina Vale
Fotografia | Photo: Luciano Paz

# 3716



Não te sufoques na chuva que cai. Abriga-te nas mãos do caminho.

[Don't suffocate in the falling rain. Take shelter in the hands of the path.]

Texto | Text: Ana Isabel Gonçalves
Fotografia | Photo: Francisco Válga

# 3715



Quantas vezes se pode remendar o amor?

[How many times can love be mended?]

Texto | Text: Catarina Vale
Fotografia | Photo: Julie Flam

# 3714




A Beleza de quem olha para dentro de ti vendo algo que só reconheces como sendo teu quando o ouves. E o teu coração faz uma pausa silenciosa. Seguido de um suspiro de alívio. O alívio de sentir que finalmente alguém te conseguiu ver. Como nem tu próprio havias alguma vez conseguido.

[The Beauty of someone who looks inside you, seeing something that you only recognize as yours when you hear it. And your heart takes a silent break. Followed by a sigh of relief. The relief of feeling that someone finally got to see you. As yourself had never been able to.]

Texto | Text: Maria João Faísca
Fotografia | Photo: Pascaline Godard

# 3713




Guardamos o principal: saúde, um amor antigo, tecto para os fins-de-semana. A paixão adoeceu, faz parte. Perdeu força. É feita de gestos brandos, presença.

[We safekeep our most treasured things: health, old love, our weekends. Passion faded - that's okay. It has lost its strength, and is now made of soft gestures. Merely existing.]

Texto| Text: Andreia Azevedo Moreira
Fotografia | Photo: Elsa Martins

# 3712



O sonho é a nossa forma de enganar a escuridão da noite.

[The dream is our way of deceiving the darkness of the night.]

Texto | Text: Elsa Margarida Rodrigues
Fotografia | Photo: Laetitia Graber

# 3711




Espero por ti nos lugares das memórias escritas.
Acende-me a palavra uma e outra vez.

[I wait for you in the places of written memories.
Light me the word over and over again.]

Texto | Text: Ana Miguel Socorro
Fotografia | Photo: José Luís Jorge

# 3710



Beleza é a forma de não nos perdermos no caos.

[Beauty is the way to not get lost in chaos.]

Texto | Text: Elsa Margarida Rodrigues
Fotografia | Photo: Sandra Fine

# 3709



Quantas vezes se pode remendar o amor?

[How many times can love be mended?]

Texto | Text: Catarina Vale
Fotografia | Photo: Teresa Marques dos Santos

# 3708



Num sonho ando acordada, na realidade sonho.

[In a dream I walk awake, in reality I dream.]

[[U snu hodam budna, u realnosti sanjam.]]

Texto | Text: Jelena Stankovic
Fotografia | Photo: Ana Gilbert

# 3707




Não te sufoques na chuva que cai. Abriga-te nas mãos do caminho.

[Don't suffocate in the falling rain. Take shelter in the hands of the path.]

Texto | Text: Ana Isabel Gonçalves
Fotografia | Photo: Cristina Vicente

# 3706




Cada momento deve viver-se passo a passo.

[Each moment must be lived step by step.]

Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photo: Madame Liné

# 3705



Guardamos o principal: saúde, um amor antigo, tecto para os fins-de-semana. A paixão adoeceu, faz parte. Perdeu força. É feita de gestos brandos, presença.

[We safekeep our most treasured things: health, old love, our weekends. Passion faded - that's okay. It has lost its strength, and is now made of soft gestures. Merely existing.]

Texto| Text: Andreia Azevedo Moreira
Fotografia | Photo: Catherine Ward

# 3704




Vivo no silêncio para ouvir os teus passos cada vez mais perto.

[I live in silence to hear your steps closer and closer.]

Texto | Text: Renata Barbosa
Fotografia | Photo: Sérgio Kaufmann

# 3703




Talvez o amor seja feito de tempo.

[Maybe love is made of time.]

Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photo: Federica (final_girl_7)

# 3702




Num sonho ando acordada, na realidade sonho.

[In a dream I walk awake, in reality I dream.]

[[U snu hodam budna, u realnosti sanjam.]]

Texto | Text: Jelena Stankovic
Fotografia | Photo: Elsa Arrais

# 3701




A luz mais intensa pertence ao sol e aos que ousam.

[The brighter light belongs to the sun and to those who dare.]

Texto | Text; Andreia Azevedo Moreira
Fotografia | Photo: Irene Bernardt

# 3700




Será que o tempo apenas existe para que possamos ordenar a memória dos prazeres?

[Could it be that time only exists for organizing the memories of pleasure?]

Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photo: Stéphanie Jimenez

# 3699




Regresso à tua pele para ter a certeza de mim.

[I return to your skin to be sure of me.]

Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photo: Dean Garlick

# 3698




Quando me procurares apenas vais encontrar um vazio. Porque a essência fica comigo.

[When you look for me, you'll only find a void. Because the essence stays with me.]

Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photo: Teresa Maria dos Santos

# 3697




Os humanos perdem humanidade quando não se tocam. E é também na pele que o sentimento existe e se expande.

[Humans lose humanity when they don't touch each other. And it is also in the skin that feeling exists and expands.]

Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photo: Laetitia Graber

# 3696



A liberdade que sinto não cabe em mim.
Faz-me crescer.

[The freedom I feel doesn't fit in me.
It makes me grow.]

Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photo: Maria Ankhimyuk

# 3695




E assim do nada, me perdi de mim.
E me encontrei voando, pairando e absorvendo.
Cada minuto, cada brisa, cada palavra dita pela Vida.

[And just like that, I lost myself.
And I found myself flying, hovering and absorbing.
Every minute, every breeze, every word spoken by Life.]

Texto | Text: Maria João Faísca
Fotografia | Photo: Isabel Moreira

# 3694



É a sentir a liberdade dos outros que me acontece ser eu.

[It is when feeling the freedom of others that I happen to be myself.]

Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photo: Alon Goldsmith

# 3693



Se olhares com atenção, eu sou a que está na rua, a dançar de olhos fechados.
Consegues ouvir o meu sorriso?

[If you look closely, I'm the one on the street, dancing with my eyes closed.
Can you hear my smile?]

Texto | Text: Mariana Costa
Fotografia | Photo: Glenn Keelan

# 3692



Quase nunca é sobre o que acontece. É como acontece.

[It's almost never about what happens. It's how it happens.]

Texto | Text: Ana Isabel Gonçalves
Fotografia | Photo: Sandra Fine

# 3691



Regresso à tua pele para ter a certeza de mim.

[I return to your skin to be sure of me.]

Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photo: Pascaline Godard

# 3690



Se precisares de distrair o tempo, desfia-me as histórias que te compõem.

[If you need to distract time, unravel to me the stories that compose you.]

Texto | Text: Vera Carvalho
Fotografia | Photo: Catherine Sclear

# 3689



E se o tempo for como um corredor?
Estou aqui e olho lá para o fundo. Avanço. Tenho pressa, mas não quero chegar. Hesito. Ou quero chegar, mas não tenho pressa. Hesito. Preocupa-me que o tempo se esgote.
Quando chegar lá ao fundo, terminará a viagem. O tempo.
Porque tudo o que tenho é este corredor. Este tempo.
Mas.
E se quando chegar lá ao fundo, regressar aqui?
Poderia navegar no corredor, daqui para lá e de lá para aqui. Não estaria a ultrapassar os limites do espaço (tempo), mas apenas a gerir o tempo (espaço) que tenho.
E se.

[What if time is like a hallway?
I'm here and I'm looking at the end of the hallway. I come forward. I'm in a hurry, but I don't want to arrive. I hesitate. Or I want to arrive, but I'm in no hurry. I hesitate. I worry that time is running out.
When I reach the end, the journey will be over. Time will be over. Because all I have is this hallway. This time.
But.
What if when I get to the end, I come back here?
I could navigate down the hallway, from here to there and from there to here. I would not be going beyond the limits of space (time), but just managing the time (space) that I have.
What if.]

Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photo: Ana Gilbert

# 3688




Apetece-me algo invisível, vou procurar.

[I'm in the mood for something invisible, I'll look for it.]

Texto | Text: Andreia Monteiro
Fotografia | Photo: Theo Bunge

# 3687




A quantos toques me furtei. Em breve, o luto dos meus. O tempo foi a medida da minha incapacidade.

[How many touches I avoided. Soon, the mourning of my dear ones. Time was the measure of my inability.]

Texto | Text: Andreia Azevedo Moreira
Fotografia | Photo: Elsa Arrais

# 3686






O sentido das coisas depende da loucura de quem as observa.

[The meaning of things depends on the madness of those who observe them.]

Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)

# 3685




A vida corre com pressa do outro lado da janela. E eu tento procurar a tranquilidade que encontrava sempre em cada sorriso teu.

[Life rushes on the other side of the window. As I try to look for the tranquility that I always found in every smile of yours.]

Texto | Text: Mariana Costa
Fotografia | Photo: Teresa Marques dos Santos

# 3684




Vivi a meio caminho entre a acção e a quietude.

[I lived halfway between action and stillness.]

Texto | Text: Andreia Azevedo Moreira
Fotografia | Photo:Jelena Stankovic

# 3683




A respiração é um mecanismo. O batimento regular do coração é um mecanismo. O orgasmo é um mecanismo. O arrepio da pele é um mecanismo. A digestão da comida é um mecanismo. Dormir é um mecanismo. Acordar é um mecanismo. Sonhar é um mecanismo. O corpo é feito de mecanismos; e ainda assim, por vezes a máquina consegue ser humana.

[Breathing is a mechanism. The regular beating of the heart is a mechanism. An orgasm is a mechanism. The shivering of the skin is a mechanism. The digestion of food is a mechanism. To sleep is a mechanism. Waking up is a mechanism. Dreaming is a mechanism. The body is made of mechanisms; and yet, sometimes the machine manages to be human.]

Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photo: Vanda Cristina

# 3682




... Pintar a mente com as tuas estrelas...
... acordar para o pôr do sol...
... só com a lua como fundo...
Amar-te com o sentimento...
... que sempre sedimentei...
... para o verdadeiro porquê...
... do meu amor....
... tu...

[… Painting the mind with your stars…
… waking up for the sunset…
… just with the moon as background...
Loving you with the feeling…
… which I have always sedimented…
… for the real why…
… of my love…
… you…]

Texto | Text: Rui Vaz
Fotografia | Photo: Ana França

# 3681



O sentido das coisas depende da loucura de quem as observa.

[The meaning of things depends on the madness of those who observe them.]

Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photography: Mariana Costa

# 3680



Existirá alguma certeza que não se transforme em dúvida?

[Is there any certainty that doesn’t turn into a doubt?]

Texto | Text: Catarina Vale
Fotografia | Photo: Dr. Khusi Pattanayak

# 3679




Onde tens estado tu, que nunca mais te vi?
Eu estou aqui, perdido no tempo.

[Where have you been, as I never saw you again?
I'm here, lost in time.]

Texto | Text: Maria João Faísca
Fotografia | Photo: Anna Lundgren

# 3678



O teu cheiro a poesia rouba a minha serenidade.

[Your smell of poetry steals my serenity.]

Texto | Text: Renata Barbosa
Fotografia | Photo: Elsa Martins

# 3677



Quantas vezes se pode remendar o amor?

[How many times can love be mended?]

Texto | Text: Catarina Vale
Fotografia | Photo: Ana Gilbert

# 3676



A Beleza de quem olha para dentro de ti vendo algo que só reconheces como sendo teu quando o ouves. E o teu coração faz uma pausa silenciosa. Seguido de um suspiro de alívio. O alívio de sentir que finalmente alguém te conseguiu ver. Como nem tu próprio havias alguma vez conseguido.

[The Beauty of someone who looks inside you, seeing something that you only recognize as yours when you hear it. And your heart takes a silent break. Followed by a sigh of relief. The relief of feeling that someone finally got to see you. As yourself had never been able to.]

Texto | Text: Maria João Faísca
Fotografia | Photo: Valéria Cunha