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# 5619
Esse simulacro de vida que cabe inteiro na exausta cautela de não sairmos do mesmo lugar, quando na imobilidade tentamos correr de costas, atrás de um tempo que não é nosso, tomado por empréstimo, na disputa com o infatigável zurzir do relógio. Impasse. Em desbalanço, deixámo-nos cair para dentro de nós, vôo de recurso, sem acrobacia que nos distraia do tédio e nos redima do medo.
This simulacrum of life that fits entirely within the exhausted caution of not leaving the same place, when in immobility we try to run backwards, chasing a time that is not ours, borrowed, in competition with the tireless ticking of the clock. Impasse. Off balance, we let ourselves fall into ourselves, a flight of recourse, without acrobatics to distract us from boredom and redeem us from fear.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Anna Papachristou
# 5615
(Cuidado com as imitações)
Quantas vezes nos fixamos numa imitação;
Quantas vezes nos refugiamos num imitação;
Quantas vezes nos apaixonamos por uma imitação;
Quantas vezes nos contentamos com uma imitação;
Quantas vezes é tudo o que nos resta... a decadente imitação de nós mesmos.
(Beware of imitations)
How often do we fixate on an imitation;
How often do we take refuge in an imitation;
How often do we fall in love with an imitation;
How often do we settle for an imitation;
How often is that all we have left... the decadent imitation of ourselves.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Gwen Julia
# 5556
Esse simulacro de vida que cabe inteiro na exausta cautela de não sairmos do mesmo lugar, quando na imobilidade tentamos correr de costas, atrás de um tempo que não é nosso, tomado por empréstimo, na disputa com o infatigável zurzir do relógio. Impasse. Em desbalanço, deixámo-nos cair para dentro de nós, vôo de recurso, sem acrobacia que nos distraia do tédio e nos redima do medo.
This simulacrum of life that fits entirely within the exhausted caution of not leaving the same place, when in immobility we try to run backwards, chasing a time that is not ours, borrowed, in competition with the tireless ticking of the clock. Impasse. Off balance, we let ourselves fall into ourselves, a flight of recourse, without acrobatics to distract us from boredom and redeem us from fear.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Maïa Purusha
# 5539
Que fogo é esse no subsolo de cada palavra que deixa cinzas sobre os lábios?
What is this fire beneath each word that leaves ashes on the lips?
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Lau Pérez
# 5534
Esse simulacro de vida que cabe inteiro na exausta cautela de não sairmos do mesmo lugar, quando na imobilidade tentamos correr de costas, atrás de um tempo que não é nosso, tomado por empréstimo, na disputa com o infatigável zurzir do relógio. Impasse. Em desbalanço, deixámo-nos cair para dentro de nós, vôo de recurso, sem acrobacia que nos distraia do tédio e nos redima do medo.
This simulacrum of life that fits entirely within the exhausted caution of not leaving the same place, when in immobility we try to run backwards, chasing a time that is not ours, borrowed, in competition with the tireless ticking of the clock. Impasse. Off balance, we let ourselves fall into ourselves, a flight of recourse, without acrobatics to distract us from boredom and redeem us from fear.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Susanne Bartels
# 5532
Há uma árvore que anoitece de dia
irrompendo os seus ramos nas veias
dos que por elas passam
apáticos, impassíveis
os que caminham no avesso do tempo
os que há muito esqueceram os passos
num atalho por achar
circundado por árvores que, ternamente,
amanhecem de noite
alumiando os passos perdidos que por lá
ficaram à espera de quem os venha retomar.
There is a tree that darkens the day
its branches bursting into the veins
of those who pass by
apathic, impassive
those who walk backwards through time
those who long ago forgot the steps
on a shortcut yet to be found
surrounded by trees that, tenderly,
dawn at night
illuminating the lost steps that remained there
waiting for someone to come and take them back.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Kika Yuste
# 5525
Há uma árvore que anoitece de dia
irrompendo os seus ramos nas veias
dos que por elas passam
apáticos, impassíveis
os que caminham no avesso do tempo
os que há muito esqueceram os passos
num atalho por achar
circundado por árvores que, ternamente,
amanhecem de noite
alumiando os passos perdidos que por lá
ficaram à espera de quem os venha retomar.
There is a tree that darkens the day
its branches bursting into the veins
of those who pass by
apathic, impassive
those who walk backwards through time
those who long ago forgot the steps
on a shortcut yet to be found
surrounded by trees that, tenderly,
dawn at night
illuminating the lost steps that remained there
waiting for someone to come and take them back.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Jelena Stankovic
# 5522
Tu dizes-me: "It seems so long ago"
Eu digo-te: "Parece ter sido há um minuto"
É esta a medida da distância entre nós.
You say to me: “It seems so long ago.”
I say to you: “It seems like it was just a minute ago.”
This is the measure of the distance between us.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Carla Sofia Sousa
# 5517
(Cuidado com as imitações)
Quantas vezes nos fixamos numa imitação;
Quantas vezes nos refugiamos num imitação;
Quantas vezes nos apaixonamos por uma imitação;
Quantas vezes nos contentamos com uma imitação;
Quantas vezes é tudo o que nos resta... a decadente imitação de nós mesmos.
(Beware of imitations)
How often do we fixate on an imitation;
How often do we take refuge in an imitation;
How often do we fall in love with an imitation;
How often do we settle for an imitation;
How often is that all we have left... the decadent imitation of ourselves.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: game.animal
# 5515
Esse simulacro de vida que cabe inteiro na exausta cautela de não sairmos do mesmo lugar, quando na imobilidade tentamos correr de costas, atrás de um tempo que não é nosso, tomado por empréstimo, na disputa com o infatigável zurzir do relógio. Impasse. Em desbalanço, deixámo-nos cair para dentro de nós, vôo de recurso, sem acrobacia que nos distraia do tédio e nos redima do medo.
This simulacrum of life that fits entirely within the exhausted caution of not leaving the same place, when in immobility we try to run backwards, chasing a time that is not ours, borrowed, in competition with the tireless ticking of the clock. Impasse. Off balance, we let ourselves fall into ourselves, a flight of recourse, without acrobatics to distract us from boredom and redeem us from fear.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Linus Wincenth
# 5514
A inquieta luz da manhã redespertada
convertida em sedutor artifício do banal,
na afadigada desmesura da estrada.
The restless light of the reawakened morning
converted into a seductive artifice of the mundane,
in the weary excess of the road.
Texto | Text: Marta Fernandes Silva
Fotografia | Photography: Marina Dego
# 4897
Nascemos a conhecer a poesia. As conversas virginais. O lugar da magia. As pontes da antiga sabedoria.
Nascemos numa casa poética.
We were born knowing poetry. The virginal conversations. The place of magic. The bridges of ancient wisdom.
We were born in a poetic house.
Texto | Text: Ana Miguel Socorro
Fotografia | Photography: Marta Fernandes Silva
# 4875
Qual o tamanho da felicidade que não consente à melancolia espaço para existir?
How big is the happiness that doesn't give melancholy space to exist?
Texto | Text: Catarina Vale
Fotografia | Photography: Marta Fernandes Silva
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