Mostrar mensagens com a etiqueta Jens F. Kruse. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jens F. Kruse. Mostrar todas as mensagens
# 5637
Olho ao fundo e encontro a finitude do infinito.
Esqueço de onde vim, desconhecendo para onde vou.
Fui e sou o que não mais serei.
Mas serei parte do que sempre fui.
Basta não o perder.
E, em perdendo, recordar
As crianças que fomos, caminhando para o que iríamos ser.
I look deep inside and find the finitude of infinity.
I forget where I came from, unaware of where I am going.
I was and am what I will no longer be.
But I will be part of what I have always been.
I just need to not lose it.
And, in losing it, remember
The children we were, walking toward what we would become.
Texto | Text: Maria João Faísca
Fotografia | Photography: Jens F. Kruse
# 5562
Há um fio que nos une.
Leva-nos ao momento.
Os corpos sabem responder ao acto,
como se já o conhecessem.
É nesse instante que se dá a transformação.
Morremos de uma pequena morte,
renascemos para uma pequena vida.
Há um limbo que nos une,
onde ficamos no esquecimento.
É nesse intervalo
que o corpo nasce
sem saber o que perdeu.
There is a thread that binds us.
It brings us into the moment.
Our bodies know how to respond to the act,
as if they already knew it.
It is in that instant that the transformation takes place.
We die a small death,
we are reborn into a small life.
There is a limbo that unites us,
where we remain in oblivion.
It is in that interval
that the body is born
without knowing what it has lost.
Texto | Text: Ana Miguel Socorro
Fotografia | Photography: Jens F. Kruse
# 5506
Somos o que fomos e o que nos resta
dos outros.
Somos onde estamos e o que fazemos
com os outros.
Somos o que restamos no olhar que imprimimos
nos outros.
E assim percorremos os nervos e a memória do mundo
pelos outros.
We are what we were and what is left to us
from others.
We are where we are and what we do
with others.
We are what remains of us in the gaze we imprint
on others.
And so we move into the nerves and the memory of the world
by way of others.
Texto | Text: Vinicius Dias
Fotografia | Photography: Jens F. Kruse
# 5448
A velocidade do mundo nem sempre é igual, só a dos ponteiros, dizes. E eu digo: Por isso te recomendo que corras. Mas corre para dentro.
World's speed is not always the same, just the clock hands speed, you say. And I say: That's why I recommend you to run. But run inwards.
Texto | Text: Rita Bertrand
Fotografia | Photography: Jens F. Kruse
# 5421
Por cada trio de "maneiras de viver neste mundo: ou bêbedo ou apaixonado ou poeta", como garantia o Mário Cesariny, haverá mil maneiras de sobreviver. Talvez nos salve, os que vivemos, aprender com quem sobrevive.
For every trio of ‘ways to live in this world: either drunk, in love, or a poet,’ as Mário Cesariny assured us, there will be a thousand ways to survive. Perhaps it will save us, those of us who live, to learn from those who survive.
Texto | Text: João Coutinhas
Fotografia | Photography: Jens F. Kruse
Subscrever:
Mensagens (Atom)




