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# 2052



"O teu olhar dança. Dança e faz dançar. E sei que queima. Muito."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Maria João Alves

# 1996



"Querida Wendy, isto hoje está melhor que a Terra do Nunca. O Peter Pan e a Fada Sininho até já foram dar uns mergulhinhos.
- Que inveja! E eu já por aqui a transpirar. Bem me sabia um mergulho!...
- Está um dia de verão incrível. Ideal para meteres as galinhas na capoeira e vires molhar o pezinho.
- Hoje não é dia de galinhas. Estou de folga e às tantas vou aí de tarde.
- Humm, humm... Estás a fazer de Cinderela. Noutro conto de fadas."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Célia Guerra

# 1987



"Venero estas coisas contigo.
Tremendamente.
Inspiras a canção."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Cristina Vicente

# 1922

 



"Tive hoje a significativa felicidade de pela segunda vez ver Kant
rir-se. Depois da Filosofia, foi a vez da Poesia. Inspirada poesia,
transformada em inspiradora reflexão. Desordem profunda na Dialética
Transcendental. Poesia no universo da Crítica da Razão Pura. Entropia.
O estádio estético de Kierkgaard poderia ser o final feliz desta
história. Quis a História que assim não fosse."

Texto: José Alberto Vasco
Fotos: Cristina Vicente

# 1784



"Cruzámo-nos durante anos sem pecados nem precipícios. Apenas olhares e sorrisos contidos. Fugas sem sentido. Surgiste em frente a mim séculos depois, naquela ilusória esquina da Alexanderplatz, num bem vestido cabaret de memórias em que a Ute Lemper nos encantava cantando lendárias histórias da República de Weimar. Orgasmos contidos. Fugas com sentido. O milénio seguinte apanhou-nos num restaurante chinês, sobrevivendo alegremente a um cataclismo de pato com laranja, sopa de barbatana de tubarão e vinho tinto do Ribatejo. Não sei bem quantos minutos depois, o Roger Hodgson bem tentou convencer-nos de que tudo isto era uma Logical Song, embora nos tivessemos divertido bem mais não sei bem quantos minutos antes. Xutos. Pontapés. Ai se ele cai. Já que ela não. Sigamos em frente. Agora já não sei mesmo nada. Suspeito apenas que o teu voluptuoso e corrosivo bom humor me poderá conduzir até à morte. Imagino-me agora percorrendo novamente essa estrada de amores imperfeitos e rosas brancas que me conduzirá tranquilamente a esse idílico e irredutível cadafalso em que a minha cabeça mergulhará no teu centro do mundo e a minha boca se desintegrará numa metáfora de línguas. Morri mesmo. Não há mais nada a fazer."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Carla de Sousa

# 1731



"E no teu falar, as palavras têm aquele peso secreto que define a água e as nuvens, autêntico mergulho num lugar distante que provavelmente nunca existirá."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Fernando Silva

# 1640



"Eu era água,
língua suicida
que se matava de ti."


Texto: José Alberto Vasco
Foto: Fernando Silva

# 1637



"Fico assim meio tonto quando me chamas Doistoiévski. Como se
isso fosse uma espécie de fronteira entre o crime do sexo e o castigo
da morte, um onanismo rústico povoado de estepes e escuridão."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Rui Gomes

# 1628



"Tentei suicidar-me numa imersão de queijo roquefort e espumante de
segunda categoria. Esse malfadado desígnio consumiu-se na promessa de
uma charlotte de morangos em palitos de la reine, embebidos em kirsch.
Continuo com esta mania meio parva de tentar transformar os nossos
sonhos em arte. Poesia descritiva, como tu seguramente dirias,
ostentando esse teu sorriso letal."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Frankie Boy

# 1564



"Mertens dançante de regresso à minha rua,
devolvendo-me a Lua Cheia
em noite de chuva miudinha."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Luís Miguel Grou

# 1486



"Chamar-te Cerejinha,
trincar-te os dedos dos pés,
devorar-te de prazeres."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Sílvia Bernardino

# 1452



"O céu deve ser mais ou menos assim. Sem trouxas de ovos.
Enfeitiçado pelo teu sorriso. E com esta música de algodão."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Chico Vilaça

# 1434



"Lembrei-me hoje do teu perfume e
da música que saía do teu corpo,
bem como do poema que tanto me pediste e
nunca te escrevi."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Elisabete Antunes

# 1380



"areia, mar, rochas, nuvens e outras loucuras da nossa solidão evoluem a um ritmo aparentemente esbatido pelo silêncio, perante o nosso olhar e a nossa atenção"

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Paula Melo

# 1360



"Amante coroada
em redentora orgia de sexo e calcário.
Desvairo de arte e paixão."


Texto: José Alberto Vasco
Foto: Vilma Serrano

# 1318



"Eu era água,
língua suicida
que se matava de ti. "


Texto: José Alberto Vasco
Foto: Luciana Esteves

# 1314



"O que aqui me interessa é apenas contar histórias. Tantas histórias quanto os infinitos percursos que estas minhas personagens possam percorrer depois de se terem transformado em zombies, correndo por esse mundo fora. Possibilidades tão infinitas como a inspiração de cada um de nós, actores ou espectadores da interminável aventura que aqui se inicia…"

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Tânia João

# 1312



"Amar-te
é comer-te viva
e fazer-te deitar fogo pelos olhos."


Texto: José Alberto Vasco
Foto: Sílvia Bernardino

# 1171



"Mertens dançante de regresso à minha rua,
devolvendo-me a Lua Cheia
em noite de chuva miudinha."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Teresa Bret Afonso

# 1163



"Sei agora que cantas como uma deusa e que atravessas o Alentejo com a eterna paixão de quem atravessa a vida."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Ana Moderno