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# 2043
"Se te pudesse respirar
inspirava-te...
Ou então temporizava-te
para o teu coração gritar
quando me soprasses
na alma."
Texto: Rute Violante
Foto: Ana Gilbert
# 2025
"Devia haver sempre um cofre dentro de nós cheio de purpurinas.
Assim a nossa alma tinha sempre festa e os castelos não eram feitos de sonhos."
Texto: Rute Violante
Foto: Ana Gilbert
# 1988
“Os dias escoam, frouxos, enquanto espero por ti.
Os dias ecoam, frouxos, enquanto espero por ti.”
Texto: Ana Gilbert / Paulo Kellerman
Foto: Ana Gilbert
# 1966
“Algo me sustenta em meio à inconstância do meu mundo. Brota profundo, sólido; assiste impassível ao burburinho, à fluidez dos movimentos incessantes, por vezes inúteis. Seu silêncio é secular, brutal em sua pouca consideração por meus dias mesquinhos. Eu o adivinho, farejo seu olhar, e sei que nada mais importa.”
Texto: Ana Gilbert
Foto: Peter A. Gilbert
# 1947
"o passeio
passeio:
passou enquanto eu passava.
tudo passa, mesmo que não dê um passo
fica pacificado
é isto: ex-isto."
Texto: calí boreaz
Foto de partida: calí boreaz
Foto de chegada: Ana Gilbert
# 1941
"Como se a sua mente fosse um quarto percorrido por correntes de ar invisíveis, que provocam reacções e têm consequências, que agitam, mas são simples movimentações de ar; fluxos de ar; oscilações de ar."
Texto: Paulo Kellerman
Foto: Ana Gilbert
# 1934
“O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem
e o tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem…”
A lengalenga aprendida na infância, a velocidade das palavras ditas que nos travava a língua, risotas dos disparates, sem tempo pensado para imaginar sequer que esse tempo era um sopro breve, malgasto em futilidades, desperdiçado com inutilidades… Quem passou por quem fomos? Quem está onde somos?...
Clandestinamente chegou-se… sulcou de estórias os traços deixados numa pele feita de tempo.
Vivemos sem pensar, numa pressa vã e quase inglória. Que resta depois da emboscada? A sombra que acompanha desde o início, silenciosa.
Espera pacientemente. Sabe que será.
Sorri. Não tem pressa…"
Texto: Cristina Vicente
Foto: Ana Gilbert
# 1925
"Um filme do qual não fazia parte do guião. Tudo decorria sem que estivesse ali. Sucessão de movimentos sem sentido. Ruídos transformados em silêncio numa mente vazia pelo tanto que absorveu. O sítio de sempre, tão diferente do que alguma vez tinha sido.
As mãos. O espaço vazio entre os dedos. Há quanto tempo estaria assim, por preencher? Há quanto tempo segura a reminiscência do que partiu? É por onde começamos a sentir que adiamos deixar de o fazer, que prolongamos um mundo porque existem memórias que ainda precisam de viver.
Não deu conta de ir. Caminhos de sorrisos, de incontáveis palavras que mesmo sem voz se faziam ouvir. Não deu conta de voltar. Chegada bem distante da partida, desconhecendo-se a si e onde veio parar..."
Texto: Catarina Vale
Foto: Ana Gilbert
# 1892
"[dum lugar íntimo do desencanto]
todos os nossos passos decolam em direção ao caos
eu até parece que danço — mas condenso, só
eu até parece que passo — mas espaço, só"
Texto: calí boreaz
Foto de partida: Nita Ferreira
Foto de chegada: Ana Gilbert
# 1873
“a magnífica competência de um olhar____________compasso conciso
da cor que é coroa e confidência. em sossego inquieto enquanto o mundo é
in.comovente. consagro este cálice. quase boreal. em pastoreio de
vibrações.”
Texto: Isabel Mendes Ferreira
Fotos: Ana Gilbert
# 1860
"Ela despiu a alma.
Sentiu a dor e o desconforto que existem na felicidade de ser genuína."
Texto: Guida Isabel Santos
Foto: Ana Gilbert
# 1842
"Lentamente, a fera da noite dissolveu-se no sono exausto dos Homens, sumindo-se por completo no regresso meigo da luz."
Texto: Joana M. Lopes
Foto: Ana Gilbert
# 1823
"Fim
No dia que fecharem
os teus olhos,
virão os amigos
as palavras doces
a escuridão
terra fria
No dia que fecharem
os teus olhos,
choros inundarão rios
fogos te consomem
teus
sonhos se extinguem
os olhos são vida
e morre a vida
no dia que fecharem
os teus olhos."
Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Ana Gilbert
# 1786
“Deslizo lentes como dedos; percorro sinuosidades, afago fronteiras, decifro-te. E me entrego. Inteiro.”
Texto e foto: Ana Gilbert
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