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# 3801




Pressentir é o sim do tempo, subversão do tempo, segredo do sinto desde ontem confesso.

[Feeling is the yes of time, subversion of time, secret of what I feel since yesterday I confess.]

Texto | Text: Samantha Buglione
Fotografia | Photography: Ana Leiria

# 3492




Há vidas que não amadurecem.

[There are lives that do not mature.]

Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photo: Ana Leiria

# 3411



Queria ir até ao infinito. E, quem sabe, mais além. Mas tropecei ao sair de casa.

Texto: Vera Novais
Fotografia: Ana Leiria

# 3380




Andava pelo edifício a deambular palavras, há quem cante, quem fale sozinho, ele passeava poemas, tinha pegado ao colo as dores de outrem, os amores de alguém, sussurrava histórias ao chão.

Texto: Sara Viscondessa
Fotografia: Ana Leiria

# 3269



De paisagem em paisagem, avançamos sem destino.

Texto: Paulo Kellerman
Fotografia: Ana Leiria

# 3256




Nas luzes perdidas da cidade que começa a adormecer
Encontrei-me, subitamente, a despertar.

Texto: Mariana Costa
Fotografia: Ana Leiria

# 3118




Agigantam-se os fantasmas diante de mim agarrado a um raio de luz.

Texto: Nuno Pinto Bastos
Foto: Ana Leiria

# 3080



O corpo transformou-se no mero envelope de uma alma que já ali não mora.
De tão avassalador, só resta calar. Chiu….

Texto: Sandra Francisco
Foto: Ana Leiria

# 3024



Dá ao corpo e ao espírito uns minutos de sossego, de paz, de satisfação plena, sem pensamentos, sem desejos, sem medos. Apenas paz.
Um breve momento de nada.

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Ana Leiria

# 2989



O tamanho de uma vida nunca se mede pelo tempo que dura.

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Ana Leiria

# 2961




Deambulo entre calafrios e ondas de calor extremo, nivelando a temperatura, por fim, numa cascata de prazer!

Texto: Clara Ribeiro
Foto: Ana Leiria

# 2923




És sempre a madrugada apolínea e sem sono que resgata uma ternura tão jazzy como a doçura desse teu narizinho pérola. Sorris-me no corpo todo. Desadormeces-me como se estas noites pudessem não ter fim.

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Ana Leiria

# 2896



Aquelas noites que transformam o negro, mesmo do breu mais escuro, num branco luminoso de insónia.

Texto: Clara Ribeiro
Foto: Ana Leiria

# 2861



Não comi muito. Apenas encolhi a roupa na máquina.

Texto: Maria João Rocha
Foto: Ana Leiria