Mostrar mensagens com a etiqueta Célia Guerra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Célia Guerra. Mostrar todas as mensagens

# 2036



"Geralmente a vida aparece sem pedir autorização para entrar."

Texto: A. M. Catarino
Foto: Célia Guerra

# 1996



"Querida Wendy, isto hoje está melhor que a Terra do Nunca. O Peter Pan e a Fada Sininho até já foram dar uns mergulhinhos.
- Que inveja! E eu já por aqui a transpirar. Bem me sabia um mergulho!...
- Está um dia de verão incrível. Ideal para meteres as galinhas na capoeira e vires molhar o pezinho.
- Hoje não é dia de galinhas. Estou de folga e às tantas vou aí de tarde.
- Humm, humm... Estás a fazer de Cinderela. Noutro conto de fadas."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Célia Guerra

# 1976



"Ainda desejo este amor devoluto, por isso envolvo o teu corpo, como a trepadeira cega que abraça a casa à beira de ruir." 

Texto: Rosa Boto Caiado
Foto: Célia Guerra

# 1965



“Ficamos a medir-nos como duas janelas por abrir.”

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Célia Guerra

# 1944



"Todos temos arestas e partes moles. Ambos ferem."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Célia Guerra

# 1937



"O mundo arde à vista. Mas a beleza salta de todos os cantos, em alguns casos agarrada a coisas feias. A ordem está com Deus, omissa." 

Texto: Mónia Camacho
Foto: Célia Guerra

# 1928



"Somos, (só) um amor que se alimenta (do prazer) dos corpos."

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Célia Guerra

# 1916



"Todos temos arestas e partes moles. Ambas ferem."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Célia Guerra

# 1861



"A certeza de que ao agredir outrem com as omoplatas o peito escureceria. A crença inabalável na luz para a criação. Uns apreciam a treva. Ela desejava escrevê-la, não habitá-la." 

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Célia Guerra

# 1835



"Entre o que de especial me acontece e sentir que o sou habita a subtileza de um desacerto incurável." 

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Célia Guerra

# 1820



"Olhamos, de uma maneira diferente de olhar. Sentimos."

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Célia Guerra

# 1791



"Quem vive com medo saberá a que me refiro. Desligamo-nos sob o seu manto."

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Célia Guerra

# 1777



"Subo as escadas.
Há um momento em que finjo não me importar. No topo daquela página é como se estivesse no fim. Cruzas os dedos, deixas cair a caneta em cima da mesa. Algumas minúsculas gotas de tinta da china caiem numa folha de jornal. Os classificados.
Olhas-me nos olhos e questionas:
- O que estás aqui a fazer? O que queres?
- Não sei! Foste tu que me ligaste. Esse, no anúncio sou eu.
- O que queres que faça?
- O que fazes?
- Tudo o que quiseres, tudo o que te der prazer, tudo mesmo, desde que me pagues. Não leste o anúncio até ao fim? Ligas sempre por impulso?
Desço as escadas.
Coloco a camisa dentro das calças, arregaço as mangas e saio. O carro de um bem sucedido homem de negócios estaciona.
Atendo o telefone. Estes são os momentos em que não me importo. E um leve sorriso faz-me seguir."

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Célia Guerra

# 1757



"Somos todos feitos de partes que não podemos entender e é essa a nossa condição."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Célia Guerra

# 1739



"Quando os sentidos se fundem em que corpo passamos a respirar?"

Texto: Catarina Vale
Foto: Célia Guerra

# 1719



"Deixo o Norte, não procuro o Sul... não há pontos cardeais para me orientar. Fecho os olhos e agora que estendo a mão, deixo que me guiem os sons, a melodia das palavras, os cheiros de memórias, soltas, procuradas. Seguirei o raio de luz que me trespassa e aquece, arrepiando a pele... sentirei a brisa que me fustiga, ou o vento agreste que me acaricia. Banhar-me-ei nas intempéries com o tempo que me resta... Solto-me, aos poucos, neste corpo que é meu, nesta liberdade que me abraça... numa solidão que não me desampara."

Texto: Cristina Vicente
Foto: Célia Guerra

# 1702



"Os segredos das crianças são chaves que mais tarde vão abrir a vida."

Texto: Mónia Camacho
Foto: Célia Guerra