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# 3388



Consegues desracionalizar o toque?
Ignorar intenção e motivação, ignorar a possibilidade de consequência.
Toque puro, simplesmente.
Consegues?

Texto: Paulo Kellerman
Fotografia: Carla de Sousa

# 3372



Isto não é uma imagem de mim. É um segredo.

Texto: Mónia Camacho
Fotografia: Carla de Sousa

# 3353




Dentro de mim permanece a minha liberdade,
Intensa e caótica.
Em ebulição permanente,
À procura de uma janela.

Texto: Paulo Kellerman
Fotografia: Carla de Sousa

# 3305




Agora é a tua vez de partir.

Peço que me leves apenas em quantidade suficiente para respirar. Mais que isso, ocupará espaço e tu precisas do vazio para caberes sem aperto. Não te permitas a chorar. Se o fizeres, limpa-te com as memórias que te lembram como eras infeliz. Acredita num sol que aquece e num vento que adormece. Não aceites a rotina de uma ideia: é cortante e dilui-se no primeiro copo de vinho. Afasta-te das palavras fáceis. Escreve-as e queima-as. A facilidade nunca foi um bom augúrio. E depois, esquece-me.

Texto: Rita Rosa
Fotografia: Carla de Sousa

# 3294




O olhar aproxima-se devagar, e pára. O olhar vê; surpreende-se; toca. O olhar sente.

Texto: Paulo Kellerman
Fotografia: Carla de Sousa

# 3250




A pele que me protege é a mesma que me permite sentir o mundo.
Porque me quero proteger?

Texto: Paulo Kellerman
Fotografia: Carla de Sousa

# 3231




Nas luzes perdidas da cidade que começa a adormecer
Encontrei-me, subitamente, a despertar.

Texto: Mariana Costa
Foto: Carla de Sousa

# 3202





Caem as cortinas. Caem as máscaras. Caem as folhas. As estações passam, a vida prossegue. Ciclicamente... Renovamo-nos na esperança da permanência.
Mas nada é nosso... nem a vida.

Texto: Cristina Vicente
Fotos: Carla de Sousa

# 3099



Repousamos nos olhares que são abrigo sem saber...

Texto: Catarina Vale
Foto: Carla de Sousa

# 3018



A minha sombra arde ao pensar-te, embora a voz traidora cautelosa ordene o teu afastamento. Uivo à noite a solidão.

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Carla de Sousa

# 3001




A luz vai mudando com os dias e as paredes, vazias, aguardam os esboços que preencham as horas.

Texto: Cristina Vicente
Foto: Carla de Sousa

# 2988




[rosa dos ventos]

o coração apontava
um rumo contrário oposto
e surdos seguiam os pés
cada passo a esmagar
uma pétala um sonho

Texto: Dulci Dantas
Foto: Carla de Sousa

# 2950



Não deixarei que o medo me invada. Não deixarei que o medo me invada. Não deixarei que o medo me invada. Repeti até ficar com o céu da boca seco. Repeti até o estômago arder. Repeti.

Texto: Rita Rosa
Foto: Carla de Sousa

# 2917




Vivo no silêncio para ouvir os teus passos cada vez mais perto.

Texto: Renata Barbosa
Foto: Carla de Sousa

# 2887




se o amor fosse um jogo
tinha sabor a casa de partida

e isto é mais verdade quando te lavro estrelas no peito aberto

Texto: Isabel Pires
Foto: Carla de Sousa

# 2876



A natureza em paz com a minha humanidade.


Na raiz de uma beleza escondida, o tempo foi descobrindo o sorriso da poesia e da fantasia audaz que a natureza pode despertar.
Rituais na espera, lentidão.
Progressão.
Os silêncios pintados de luz; movimentos e rituais. Sombras.
A sensualidade ganha forma.
A entrega é condição no corpo semeado de arte e viver é um verbo permanente no mapa dos sonhos incessantes.

Texto 1: Mónia Camacho
Texto 2: Cristina Vicente
Foto: Carla de Sousa

# 2853



A esquina é, na arquitetura e na vida, uma matriz de poesia. Intersecção de linhas que se prolongam no imaginário. Lugar que, simultaneamente, encobre e descobre. Quantas vezes, no sonho, ali te encontro. Quantas vezes ali me cruzo e te desejo.

Texto e foto: Carla de Sousa

# 2833




Podia contar os segundos pelas estrias da tua pele e assim alcançaria o tempo em que a tua ausência te revelou sempre presente.

Texto e foto: Carla de Sousa

# 2813



[a minha claustrofobia]

Claustrofobia:
estar fechada
e imobilizada,
dentro de uma sala vazia,
com a porta escancarada.

Texto: Andreia Marques
Foto: Carla de Sousa