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# 5471
Morno e Pleno
Gosto da fase em que os dias encurtam.
O verão pulsa na pele.
Primeiras chuvas deslizam pelos ombros.
O corpo cede.
Sente.
A respiração aprofunda.
Toca cantos esquecidos.
Íntima.
Quente.
Um toque que percorre por dentro.
A luz filtra-se, âmbar.
Sombra que abraça.
Tudo se torna morno.
Pleno.
O corpo rende-se.
O mundo espera.
Warm and Full
I like the time of year when the days get shorter.
Summer pulses on the skin.
The first rains slide down the shoulders.
The body yields.
Feels.
Breathing deepens.
Touches forgotten corners.
Intimate.
Warm.
A touch that runs through the inside.
The light filters through, amber.
Shadow that embraces.
Everything becomes warm.
Full.
The body surrenders.
The world waits.
Texto | Text: Fabiana Fraga
Fotografia | Photograpjy: Federica (final_girl_7)
# 5263
Entre gritos e bandas de cera quente, maquilhei-me desnuda de preconceitos (se a felicidade aparecer sem avisar, quero estar pronta para a ocasião).
Between screams and hot wax bands, I put on my make-up, stripped of prejudices (if happiness appears unannounced, I want to be ready for the occasion).
Texto | Text: Sandra Francisco
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 5181
E assim que tocas
O mundo, os meus sentidos
Que se afastavam
Do poema,
Revivem ao terceiro
Dia
Como uma trindade
Existe na imperfeição.
Eu, tu e a ilusão.
And so you touch
The world, my senses
Which had drifted away
From the poem,
Revive on the third
Day
Like a trinity
Existing in imperfection.
Me, you and illusion.
Texto | Text: Jorge VAz Dias
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 5119
Sinto que invado as tuas memórias com o meu cheiro.
E gosto.
Sinto o teu toque quando desenhas na tua memória os meus tornozelos.
E gosto.
Sinto um tremor quando descreves minuciosamente o contorno dos meus mamilos.
E gosto.
Quero acabar com as tuas memórias.
Quero fazer nascer as nossas.
I feel like I'm invading your memories with my scent.
And I like it.
I feel your touch when you draw my ankles in your memory.
And I like it.
I feel a tremor when you minutely describe the outline of my nipples.
And I like it.
I want to end your memories.
I want to give birth to ours.
Texto | Text: Renata Barbosa
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 5089
Sinto que invado as tuas memórias com o meu cheiro.
E gosto.
Sinto o teu toque quando desenhas na tua memória os meus tornozelos.
E gosto.
Sinto um tremor quando descreves minuciosamente o contorno dos meus mamilos.
E gosto.
Quero acabar com as tuas memórias.
Quero fazer nascer as nossas.
I feel like I'm invading your memories with my scent.
And I like it.
I feel your touch when you draw my ankles in your memory.
And I like it.
I feel a tremor when you minutely describe the outline of my nipples.
And I like it.
I want to end your memories.
I want to give birth to ours.
Texto | Text: Renata Barbosa
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4976
Para já será um amor-problema. Não tem outra forma possível. E ainda assim é belo.
For now, it will be a love-problem. There's no other way. And yet it's beautiful.
Texto | Text: Mónia Camacho
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4953
Fomos construídos com tempo e pelo tempo. Vê-me. A mim. Pelos teus olhos. E procura-me no âmago da tua memória se for preciso, que essa é impossível apagar.
We were built with time and by time. See me. Me. Through your eyes. And look for me in the depths of your memory if necessary, as that is impossible to erase.
Texto | Text: Márcia Oliveira
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4809
Na cadeira
Aos pés da cama
Despe
O corpo
O coração
On the chair
At the foot of the bed
Undresses
The body
The heart
Texto | Text: Maria Moreno
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4763
Espelho
O reflexo da minha pele é um infinito sem fim
Que grita todo o medo que é estar dentro de mim.
Mirror
The reflection of my skin is an endless infinity
That screams all the fear of being inside me.
Texto | Text: Ricardo Fonseca
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4585
O vento sopra-me risadas e palavras doces ao ouvido, acaricia-me os cabelos e eu danço com ele.
The wind blows me laughter and sweet words in my ear, caresses my hair and I dance with it.
Texto | Text: Cristina Vicente
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4505
A guardar na cápsula do tempo: dez minutos de jazz e olhares que abraçam.
To keep in the time capsule: ten minutes of jazz and embracing eyes.
Texto | Text: Márcia Oliveira
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4432
Na bipolaridade dos dias, é quando estou sem ti que me encontro.
In the bipolarity of days, it’s when I’m without you that I find myself.
Texto | Text: Márcia Oliveira
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4386
Queremos sempre alguém a quem chamemos casa.
We always want someone to call home.
Texto | Text: Elsa Margarida Rodrigues
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4337
erradamente
à espera
uma fantasia absurda
as minhas mãos nas tuas mamas
sôfrego entre as tuas pernas
o que fazer deste caminho
para o desatino?
o que comer no entretanto?
wrongly
waiting
an absurd fantasy
my hands on your tits
voracious between your legs
what to make of this way
to madness?
what to eat in the meantime?
Texto | Text: José Manuel
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4298
A espera é uma forma de não estar no presente. Nem no passado. Nem no futuro.
Waiting is a way of not being in the present. Nor in the past. Nor in the future.
Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4263
Deixas-me ser livre? Pergunta ela ao seu corpo.
O corpo sorri. Diz: desculpa se te tenho dificultado a vida.
Ficam em silêncio, pensativos.
Quando o silêncio se torna desconfortável, o corpo pergunta: queres dançar comigo?
Ela sorri; o corpo sorri. Sorriem o mesmo sorriso.
E começam a dançar, devagarinho. Ela e o seu corpo: juntos. Livres.
Will you let me be free? She asks her body.
The body smiles. It says: I'm sorry if I've been making life difficult for you.
They remain silent, thoughtful.
When the silence becomes uncomfortable, the body asks: will you dance with me?
She smiles; the body smiles. Smiling the same smile.
And then they start dancing, slowly. She and her body: together. Feeling free.
Texto | Text: Paulo Kellerman
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4216
Se soubesse, ensinava o tempo a relaxar. Até lá, observo e aprendo.
If I knew, I would teach time to relax. Until then, I observe and learn.
Texto | Text: Sandra Francisco
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4100
Talvez, um dia, o mundo se esqueça de quem somos e a verdadeira liberdade aconteça.
Maybe one day the world will forget who we are and true freedom will happen.
Texto | Text: Catarina Vale
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4055
O vazio é como um céu branco. Lavei a minha mente enquanto imaginava a chuva de um céu branco. Esforças-te pela liberdade? O "eu" torna-se então vazio. Nada. A indeterminação de alguma coisa. Quando encontrares o significado do que és e do que não és, conhecerás a liberdade. Os pássaros brancos voaram para o céu.
Emptiness is like a white sky. I washed my mind imagining the rain of a white sky. Do you strive for freedom? "I" then becomes emptiness. Nothingness. The indeterminacy of something. When you find the meaning of what you are and are not, you will know freedom. The white birds flew to the sky.
Praznina je kao belo nebo.Oprala sam misli zamišljajući kišu belog neba.Da li težiš slobodi? “Ja” tada postaje praznina.Ništa.Neodredljivost nečega.Kada budeš pronašla smisao onoga što jesi i nisi, spoznaćeš slobodu. Bele ptice su odletele ka nebu.
Texto | Text: Jelena Stankovic
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
# 4032
Podes libertar-me. A vida já me ensinou a voar sozinha.
You can set me free. Life has taught me how to fly alone.
Texto | Text: Patrícia Grilo
Fotografia | Photography: Federica (final_girl_7)
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