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# 1188



“Quando o sol conheceu a lua, ela já sabia que o amava. Que sem ele não existia. Quando o sol conheceu a lua o inverno tornou-se verão, os dias passaram depressa, numa enorme lentidão. Quando o sol conheceu a lua?”

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Teresa Bret Afonso

# 1083



"Depois um dia, chovia. Chovia mesmo quando estava sol. Fechou-se então naquela caixa, sentiu a frescura daquele vazio. Vazio..."

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Luís Cunha Louro

# 697




"Correu os dedos pelo cabelo. Foi um impulso aquele corte. Nos primeiros minutos pareceu-lhe o máximo. Agora reencostada na cadeira velha do jardim, observava os brinquedos desmantelados, por ali espalhados como carcaças sem cor, sem vida a habitarem uma relva crescida já murcha.
Podia ter tirado tudo aquilo dali. Mas teve medo. Podia perder o sentido da vida. Sempre contavam histórias aquelas carcaças. Ela lembrava-se de todas. Ainda.
Sorriu. Suspirou. Os olhos ficaram húmidos, passou as mãos pelo cabelo, cinco ou dez vezes. Não se sentia ela própria. Talvez isso fosse bom. Sentiu frio. Aborreceu-se, não pelo corte, nem pelos brinquedos, só pelo tempo. Tempo perdido."

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Rui Mãos de Cenoura

# 467



"Tu sabes. Tu pensas e queres e isso dá-te vida, vaidade, tira-te o conforto monótono, faz-te jovem."

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Mónica Brandão

# 462



"A insistência da semântica. A lado nenhum leva. É tudo poeira. Eu sinto-a a maltratar os olhos, o coração. Um dia. Três. Dez. Outra vez. Devia subir bem alto e deixar cair. Um abraço do abismo. Um abraço é um plano. Bom. Necessário. Mas nem esse, presente ou futuro. Incerto. Como se não merecesse, a tal confirmação, da companhia querida para o planear.
Ainda assim..."

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Bruno Mourinha

# 436



"Quando o sol conheceu a lua, ela já sabia que o amava. Que sem ele não existia. Quando o sol conheceu a lua o inverno tornou-se verão, os dias passaram depressa, numa enorme lentidão."

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Cláudia Andrade

# 415



"...Os meus planos continuam meus. Infelizmente meus. E não há ainda como esperancei quem os queira para si e os transforme num plural de três letras. Ainda assim posso sempre contar com o eu, meio roto, meio descalço, meio perdido. Ainda meu. Lá espero. Ainda pelo que não vem."

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Carla de Sousa

# 153



“Sem voltar atrás, o veneno circula já entre nós. Sem grande alarido, sem regras, sem cobranças, moralidades ou pedidos castos.”

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Bruno Mourinha

# 101



“Quando o sol conheceu a lua, ela já sabia que o amava. Que sem ele não existia. Quando o sol conheceu a lua o inverno tornou-se verão, os dias passaram depressa, numa enorme lentidão. Quando o sol conheceu a lua?”

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Bruno Mourinha

# 078



“Pensas. Qual de nós vai rastejar primeiro? Não será fácil, afinal somos farinha do mesmo saco.”

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Carla de Sousa

# 062



“Cede primeiro quem tem mais urgência do prazer depois”.

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Carla de Sousa