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# 5572
Conto até zero. Perdi.
Sabia contar até dois. Mas mal.
Um é-me mais fácil, às vezes tanto que tenho frio. Cresce-me espinha acima e lembra-me que não sou mais small spoon. Nem grande. Agora aguço-me, qual espada. A armadura pesa-me. O movimento cessa. A expressão escondida. Estátua!
Pedi-te em casamento, ramalhete na mão. O não em caracol. O segredo era não me mexer. Estátua! Não te mexeste. Conto até zero. Perdi(-te).
I count down to zero. I lost.
I knew how to count to two. But barely.
One is easier for me, sometimes so easy it makes me cold. It climbs up my spine and reminds me I’m no longer the small spoon. Nor the big one. Now I sharpen myself, like a sword. The armor weighs on me. Movement stops. Expression hidden. Statue!
I asked you to marry me, bouquet in hand. Your no curled like a snail shell. The secret was not to move. Statue! You did not move. I count down to zero. I lost (you).
Texto | Text: Carina Martinho Coelho
Fotografia | Photography: Kika Yuste
# 5469
Conto até zero. Perdi.
Sabia contar até dois. Mas mal.
Um é-me mais fácil, às vezes tanto que tenho frio. Cresce-me espinha acima e lembra-me que não sou mais small spoon. Nem grande. Agora aguço-me, qual espada. A armadura pesa-me. O movimento cessa. A expressão escondida. Estátua!
Pedi-te em casamento, ramalhete na mão. O não em caracol. O segredo era não me mexer. Estátua! Não te mexeste. Conto até zero. Perdi(-te).
I count down to zero. I lost.
I knew how to count to two. But barely.
One is easier for me, sometimes so easy it makes me cold. It climbs up my spine and reminds me I’m no longer the small spoon. Nor the big one. Now I sharpen myself, like a sword. The armor weighs on me. Movement stops. Expression hidden. Statue!
I asked you to marry me, bouquet in hand. Your no curled like a snail shell. The secret was not to move. Statue! You did not move. I count down to zero. I lost (you).
Texto | Text: Carina Martinho Coelho
Fotografia | Photography: Álvaro Luz
# 5430
Conto até zero. Perdi.
Sabia contar até dois. Mas mal.
Um é-me mais fácil, às vezes tanto que tenho frio. Cresce-me espinha acima e lembra-me que não sou mais small spoon. Nem grande. Agora aguço-me, qual espada. A armadura pesa-me. O movimento cessa. A expressão escondida. Estátua!
Pedi-te em casamento, ramalhete na mão. O não em caracol. O segredo era não me mexer. Estátua! Não te mexeste. Conto até zero. Perdi(-te).
I count down to zero. I lost.
I knew how to count to two. But barely.
One is easier for me, sometimes so easy it makes me cold. It climbs up my spine and reminds me I’m no longer the small spoon. Nor the big one. Now I sharpen myself, like a sword. The armor weighs on me. Movement stops. Expression hidden. Statue!
I asked you to marry me, bouquet in hand. Your no curled like a snail shell. The secret was not to move. Statue! You did not move. I count down to zero. I lost (you).
Texto | Text: Carina Martinho Coelho
Fotografia | Photography: Sandra Fine
# 5002
Os laivos que tenho em querer morrer são atenuados pela morte que isso causaria à minha mãe.
The inclinations I have about wanting to die are softened by the death it would cause my mother.
Texto | Text: Carina Martinho Coelho
Fotografia | Photography: Elsa Arrais
# 3122
Penetro no silêncio - aquele que me dá enxaquecas. Um grito mudo, o da alma.
Texto: Carina Martinho Coelho
Foto: Cristina Vicente
# 1484
"Olhava pela janela à procura de alguém que a visse a si própria como uma janela."
Texto: Paulo Kellerman
Foto: Carina Martinho Coelho
# 1344
"A minha cabeça é um cemitério de vozes. Daqueles de aldeia com anjos de pedra que apontam para o infinito."
Foto: Carina Martinho Coelho
# 1315
"Mas claro que a janela da alma não é o olhar, como se lê em maus poemas; a janela da alma é a imaginação."
Texto: Paulo Kellerman
Foto: Carina Martinho Coelho
# 1305
"Alojou-se em mim uma necessidade animal de lhe falar sobre o amor.”
Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Carina Martinho Coelho
# 1015
"As esquinas de nossa cidade em que me aguardas a todo tempo deixaram de ser caminhos que se tocam. Lembras daquela brincadeira em que grudávamos tira sobre tira de papel com cola de água e farinha e criávamos cruzes, encruzilhadas, estrelas, raios de rotunda? Não. Não tens jeito de criança. Vi-te outro dia, nem cinco anos tinhas, jogando bolinhas de papel na contramão da escada rolante. O guarda brandiu o seu cassetete de borracha. Só querias ver se as bolinhas voltavam. Para ti."
Texto: Lorena Kim Richter
Foto: Carina Martinho Coelho
# 952
"Entre capas e contracapas escreve-se de amor."
Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Carina Martinho Coelho
# 926
“Devia ser uma bênção não ter sentimentos. Não perder tempo para pensar ou sentir. Limitar-se a seguir a maré. A viver o momento. A suspender o vazio. A suspender-se no vazio.”
Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Carina Martinho Coelho
# 903
"Nada do que sou chega a ti, nada do que sinto parece chegar para ti. Fazes com que me sinta metade vazia sem a tua metade que iria encher-me por completo."
Texto: Helena Silva
Foto: Carina Martinho Coelho
# 868
"Tudo o que fazes é reagir a estímulos. Chamas a isso viver?"
Texto: Miguel Clemente
Foto: Carina Martinho Coelho
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