Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Moderno. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Moderno. Mostrar todas as mensagens

# 5265



Quando enxoto uma mosca
Ou vejo abelhas mortas numa piscina
Piso numa barata
Tiro teias de uma parede
Pergunto-me se me fariam a mesma coisa.

Se fossem grandes e eu pequena,
E apenas tivesse a minha existência
Rodeada entre monstros altos,
E a minha inconveniência
Se tornasse em morte
Por razão nenhuma.

Esquecida. Assim, já está.
Ai, que nojo. Adeus, obrigada.

Se eu fosse do tamanho de uma formiga com duas pernas pequeninas
A levar os miolos para o meu buraco
E os monstros me fossem pulverizar
A mim e a todos os que conheço,
Porque não estávamos no lugar certo,
Não estávamos onde éramos suposto estar.

Não sabíamos que o mundo lhes pertencia.

Se fosse venenosa, e tivesse uma espada enorme
A sair-me do rabo
E as coisas altas me matassem
Porque se viessem ter comigo as magoava,
Eu, pequeno ser,
Se causasse dor em auto-defesa,
A monstros altos para o caralho
E tenho oito horas para viver.
De que seria culpada?

Eu penso em insetos muitas vezes.
Penso como os insetos não sabem porque morrem.
Ai que nojo.
Já está, obrigada.


When I swat flies
Or see bees dead on a pool
Step on a roach
Take a web from my walls
I wonder if they’d swat me too.

If they were big and I were small
And all I did was come into existence
Attempt to live around beasts that are tall
If my inconvenience
would turn into death
For no reason at all.

Forgotten, just like that,
Ew gross. Thank you, goodbye.

If I were the size of an ant with my two tiny legs
Carrying crumbs into my hole
And the big monsters sprayed me
And my kin and my friends
We weren’t where we were supposed to be
But we didn’t know.

We didn’t know the world belonged to them.

If I was venomous, or had a huge sword
Coming out of my ass
And the tall things killed me
Because I would hurt them if they came anywhere near
My tiny self,
And I would do harm in self defense,
Well, they’re fucking huge, and I have eight hours left,
Whose fault is that?

I think about bugs all the time.
I think about how bugs don’t know why they die.
Ew gross. Goodbye.

Texto | Text: Maria Ana Afonso
Fotografia | Photography: Ana Moderno

# 3319




Quando, um dia, me perguntou se sabia o que era o amor, respondi: são bolos.

Texto: Ana Miguel Socorro
Fotografia: Ana Moderno

# 3187




"Existem vidas bem piores do que a tua..."
"Não", disse a moça num rompante.
Aditou que "a minha será pior do que todas".
Foram palavras trocadas entre nós.
Uns dias mais tarde, viemos a saber, pelo jornal, que tinha sido presa preventivamente por ter rebentado com um cofre de uma agência funerária.

Texto: Vítor Vieira
Foto: Ana Moderno

# 3178



Gostas do ouvir a solidão dos teus vagarosos passos numa rua atafulhada de gente e com pressa de Natal, comprando este mundo e o outro...

Texto: Vítor Vieira
Foto: Ana Moderno

# 3167




Pelas brumas de um mar calmo, bailam as cristas das ondas.

Texto: Célia Góis
Foto: Ana Moderno

# 3163




Os escritores não morrem, flutuam nos sentidos e nos sentires.

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Ana Moderno

# 3113



No caminho encontrei uma pedra. Lapidei-a em flor. Todos os dias a rego. Acho que já cresceu.

Texto: Renata Barbosa
Foto: Ana Moderno

# 3098




Precisamos de não nos esquecer como é estar vivo.

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Ana Moderno

# 2723



No caminho encontrei uma pedra. Lapidei-a em flor. Todos os dias a rego. Acho que já cresceu.

Texto: Renata Barbosa
Foto: Ana Moderno

# 2690



Gostas de ouvir a solidão dos teus vagarosos passos numa rua atafulhada de gente e com pressa de Natal, comprando este mundo e o outro...

Texto: Vítor Vieira
Foto: Ana Moderno

# 2664



Precisamos de não nos esquecer como é estar vivo.

Texto: Jorge Gomes Pereira
Foto: Ana Moderno

# 2619




Quem me dera ser a tua gatinha e estar quase sempre sentada ao teu colo a ronronar, muito levemente... Quem me dera ser a tua gatinha e estar quase sempre a sentir as tuas mãos fazerem-me festinhas, tão doces como o teu sorriso... Quem me dera ser a tua gatinha e estar quase sempre a beber o leitinho que lhe pões naquela tigela... Quem me dera ser a tua gatinha e lamber-te os dedos e as mãos depois de me encheres um pratinho de Whiskas...

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Ana Moderno

# 2610



Ele, que não é nada para além de uma nebulosa de ideias, compreende que está no sítio de onde tudo provém e para onde tudo flui, no local onde tudo nasce e desagua, onde os opostos do mundo e o próprio mundo se diluem e dissolvem em luz.

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Ana Moderno

# 2587




Ainda tinha frio quando abri os braços à névoa. Envolveu-me sufocante e num sussurro triste desapareci.

Texto: Andreia Monteiro
Foto: Ana Moderno

# 2569




Eu sempre fui para ti uma espécie de fruta da época. Mas o mundo pode mudar por causa de uma simples maçã, sabias?

Texto: Mónia Camacho
Foto: Ana Moderno

# 2554




Quando, um dia, me perguntou se sabia o que era o amor, respondi: são bolos.

Texto: Ana Miguel Socorro
Foto: Ana Moderno

# 2540




Cederão para sempre as portas à magia de um sopro?

Texto: Catarina Vale
Foto: Ana Moderno