"Ficam sulcos profundos na terra feitos pelas corridas das águas. Rugas de expressão de uma terra corada, que imagino feliz por se ver habitada. Ficam mais verdes os verdes, mais vermelhos os vermelhos, tudo fica alguma coisa mais..."
"Este é o tempo de passagem, na verdade todos os tempos são tempos de passagem... e ainda assim este é um tempo com baliza feita de passado e de futuro, como postes de um lado e doutro... sem nada por cima porque por cima do tempo não se pode colocar nada. Neste tempo não somos avançados ou médios, defesas ou árbitros... guardamos as redes em pleno meio campo virados para as bancadas centrais. Este é o tempo do sonho, sem espaço e sem ordem onde nos ordenamos para habitar o há-de vir. Este é o tempo favorável."