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# 1436



"Somos um conjunto de transparentes memórias. Infinitas sobreposições de imagens feitas de água e vidro."

Texto: Joana M. Lopes
Foto: Maria João Alves

# 1429



"Cada segundo se ouve mais alto tudo aquilo que não diz, até ao momento em que é tarde demais e já nada pode ser dito."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Alves

# 1417



"Não sei o que fazer dos estados intermédios."

Texto: Andreia Azevedo Moreira
Foto: Maria João Alves

# 1411



"Não era contigo que eu fodia. Era com o lado inalcançável que encontrava no teu reflexo."

Texto: Rosa Boto Caiado
Foto: Maria João Alves

# 1398



"Dissolvo-me a cada instante para me reconstruir de seguida deixando vazios espaços antes ocupados pela essência volátil de que sou feita."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Alves

# 1362



"Empurro-te. Sempre que precisares. Levanto-te. Sempre que caíres. Porque sei que no dia em que eu ficar tu me vais puxar. Estamos juntos nesta viagem."

Texto: Renata Barbosa
Foto: Maria João Alves

# 1343



"Somos sempre o trânsito entre o que fomos e o que viremos a ser."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Alves

# 1333



"Muitas vezes não há qualquer ligação entre o pensamento e as mãos, porque ambos parecem ter vida própria."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues

Foto: Maria João Alves

# 1323



"De que te serve o meu corpo quando tudo o resto se perdeu?"

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Alves

# 1280



"Sou um passageiro involuntário da pior das saudades,
Aquela que sofre da perca do nunca acontecido."

Texto: A. M. Catarino
Foto: Maria João Alves

# 1270



"Sinto-te enquanto percorro a distância que insiste em nos separar. Anseio, sôfrega, pelo toque que me desperta de mim. O meu corpo a desejar-te tanto, que todos os meus poros se abrem para te respirar.
Chego... Trémula para te ter... Denuncio-me no teu olhar...
Embrulhas-me no teu abraço que de conforto, num ápice, se transforma em excitação.
E beijamo-nos num beijo que apaga o mundo, como se a fusão das nossas línguas concebesse uma nova realidade.
O nosso amor a ordenar ser celebrado. A minha pele a exigir ser mais na tua. Já nem o ar se atreve a estar mais entre nós.
E estás em mim, como se nunca tivesses deixado de estar. Como se cada movimento teu tivesse sido exaustivamente ensaiado.
Deleitas-te com cada pedaço que insiste em te pertencer.
E vou tão longe, mesmo sem ter a certeza que te levo comigo. Mesmo sem ter a certeza que entendes que há partidas que nunca anunciam a chegada.
E suplico que os segundos em que as tuas mãos me moldam, se estendam em tempo infinito. Que essas mãos nunca larguem as minhas e que seja unicamente nos meus olhos que derrames o prazer de um corpo que sinto mais do que o meu..."

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Alves

# 1259



"Só a loucura permite a compreensão certa do mundo. A de que não há qualquer lógica ou sentido."

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Maria João Alves

# 1244



"A felicidade é uma luz dourada fechada atrás de uma janela."

Texto: A. M. Catarino
Foto: Maria João Alves

# 1233



"São demasiadas palavras perdidas naquelas que não tiveram a força para se dizerem...
Permanecem gravadas na pele, galopando na minha direção ao partirem de gestos inconsequentes. 
Escritas no ar, invisíveis aos olhos, têm mais poder de derrota do que um qualquer exército armado. Ficam a marcar o tempo, um tempo que se alterou na sua essência, abarcando agora uma nova dimensão.
Por vezes criadas na confusão de pensamentos, são letais na sua insistência de serem ouvidas, demolindo em segundos impérios de paz e amor.
Resistem, lutam e anulam todas as outras, que por delicadeza do seu ser se encolhem acabando por perecer. E perecemos com elas, revelando uma fraqueza que sempre fingimos não existir.
E com elas mirro, torno-me insignificante perante tudo o que fui ou senti. Como se apaga o que se marca no vazio? Como se deixa de ouvir o que ecoa dentro de nós?
Inteira por pedaços que se aguentam, abomino as palavras que fui e sou, e que sofregamente me cercam reduzindo-me a letras incapazes de controlar..."

Texto: Catarina Vale
Foto: Maria João Alves

# 1229



"Calma. Sê paciente. Observa. Mexe-te com subtileza. Com esse sorriso nos lábios e paz no teu coração. Toca. Sem medo. Nem tudo vai desmoronar. E, ainda que estremeça, é só um jogo. Tal como a vida, amor. Só mais um jogo. Mica-me. Eu quero tudo menos não mexer. Eu quero contigo estremecer. Mica-me amor."

Texto: Renata Barbosa
Foto: Maria João Alves