“moonwalk gosto das escadas que me levam os passos, do chão automático que me impede de voltar atrás. debaixo dos pés, motores e engrenagens são como um céu que alimenta o caminho.”
"E se este abraço fosse simplesmente o início e o fim do nosso mundo? E se os nossos braços fossem a âncora que nos mantém vivos?" Texto: Helena Simão Foto: Elisabete Antunes
"Sabia-lhe bem a brisa fresca na cara e gostava de ver o dia a despedir-se, deixando as sombras ocupar lentamente os recantos da cidade. Agradava-lhe o cair da noite. As ruas estavam vazias de gente e ficavam só aqueles que, como ela, viviam os momentos sem culpa, com uma libertadora sensação de desperdício."
"Há o zumbido eterno da consciência, alimentado pelos ruídos do mundo, que se avolumam e adensam e lhe fazem latejar as veias das têmporas novamente, e o coração que bate."
"Nunca lerás este poema, do mesmo modo que nunca lemos os incêndios que em nós mesmos deflagrámos e do mesmo modo que incendiámos uma paixão feita de olhos azuis e línguas deslizando por este inferno em que nem a poesia conseguiu manter-se de pé."
"As vertigens... estas vertigens são espíritos bons. Daqueles que te alimentam do lado de dentro e fazem brotar sorrisos nos rostos e brilho no olhar. Estávamos assim, sorridentes. Brilhando."