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# 2018



"O tempo parou, apesar da vida prosseguir; prossegue sempre, mesmo quando o tempo pára."

Texto: Paulo Kellerman
Foto: Cristina Vicente

# 2013



"... Eis que a zona de luz aumenta e o equilíbrio acontece..."

Texto: Cristina Vicente
Foto: Maraia

# 1998



"O céu e coisa nenhuma

Talvez um dia me apeteça ser vento
ser céu
ser coisa nenhuma
e tudo ao mesmo tempo

Talvez um dia me apeteça ser tua
ser minha
ser de ninguém
e de todos ao mesmo tempo

mas sem nunca deixar de ser
Eu
Eu vento
Eu céu
Eu coisa nenhuma
e tudo ao mesmo tempo"

Texto: Elsa Margarida Rodrigues
Foto: Cristina Vicente

# 1987



"Venero estas coisas contigo.
Tremendamente.
Inspiras a canção."

Texto: José Alberto Vasco
Foto: Cristina Vicente

# 1978





"hora de vagar

substrato da poesia
uns restos de tarde
ainda boiando
sobre o precipício ansioso
das horas
a desoras
um exílio costeiro
na costura de um sonho
sob o ato da poesia

(...)

dez horas
um vago lume se acende e eu vagamente
subo e trato da poesia"

Texto: calí boreaz
Foto de partida: calí boreaz
Fotos de chegada: Cristina Vicente

# 1959



"Preencho o céu com memórias de mim e de quem fui... nele moram os sorrisos, os abraços que dei e que guardei. Os que recusei...
Percorro uma vida com gente que me faz gente, que fica ou que parte... construo-me.
Aprendo. Partilho. Mágoas e alegrias.
Há um céu onde os sonhos moram e nele saltito em nuvens de afagos e brisas de algodão...
Acredito."

Texto: Cristina Vicente
Foto: Carla de Sousa

# 1949



"Deixo o Norte, não procuro o Sul... não há pontos cardeais para me orientar. Fecho os olhos e agora que estendo a mão, deixo que me guiem os sons, a melodia das palavras, os cheiros de memórias, soltas, procuradas. Seguirei o raio de luz que me trespassa e aquece, arrepiando a pele... sentirei a brisa que me fustiga, ou o vento agreste que me acaricia. Banhar-me-ei nas intempéries com o tempo que me resta... Solto-me, aos poucos, neste corpo que é meu, nesta liberdade que me abraça... numa solidão que não me desampara."

Texto: Cristina Vicente
Foto: Sónia Silva

# 1943



"Intermitências de pensamentos nocturnos
Escuto e silenciam-se.
Aguardo, atenta...
Murmuram sussurros, entrecortam-se emoções
Sei-me ali. Na distância e na proximidade...
Desejos riscados de luz… acontece.
Refúgio escapado... protegido.
Energia… amanhece.
Sou eu. Sei-me ali... "

Texto e foto: Cristina Vicente

# 1934



“O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem
e o tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem…”
A lengalenga aprendida na infância, a velocidade das palavras ditas que nos travava a língua, risotas dos disparates, sem tempo pensado para imaginar sequer que esse tempo era um sopro breve, malgasto em futilidades, desperdiçado com inutilidades… Quem passou por quem fomos? Quem está onde somos?...
Clandestinamente chegou-se… sulcou de estórias os traços deixados numa pele feita de tempo.
Vivemos sem pensar, numa pressa vã e quase inglória. Que resta depois da emboscada? A sombra que acompanha desde o início, silenciosa.
Espera pacientemente. Sabe que será.
Sorri. Não tem pressa…"

Texto: Cristina Vicente
Foto: Ana Gilbert

# 1922

 



"Tive hoje a significativa felicidade de pela segunda vez ver Kant
rir-se. Depois da Filosofia, foi a vez da Poesia. Inspirada poesia,
transformada em inspiradora reflexão. Desordem profunda na Dialética
Transcendental. Poesia no universo da Crítica da Razão Pura. Entropia.
O estádio estético de Kierkgaard poderia ser o final feliz desta
história. Quis a História que assim não fosse."

Texto: José Alberto Vasco
Fotos: Cristina Vicente

# 1911



Dores silenciosas d’alma…
Tristeza e solidão.
Engavetadas…


Palavras que são escritas em contagem decrescente com a prata riscada em traços curvados de letras, elas que ligadas entre si, transportam dilemas sofridos, desgastados, talham e silenciam emoções...
E na cegueira sensorial, o suave som da tinta vai espalhando, em espirais retorcidas, os sentidos por elas delineados. Letra por letra. Sílaba a sílaba.
E nas reticências, ponto a ponto suspende-se o tempo, por um tempo, esse de uma gaveta que é aberta e que nela se deixa cair, sendo esquecido até não ser mais do que passado no tempo."


Texto e foto: Cristina Vicente

# 1900



"[dum lugar íntimo do espanto]

no vazio pachorrento que te fura
por ali passa a centelha
e enquanto passa
dilata-o."

Texto: calí boreaz
Foto: Cristina Vicente

# 1887



"Sonha com as asas que tens, voa com os sonhos que te iluminam..."

Texto e foto: Cristina Vicente

# 1870



"Telhados todos temos, uns resistentes, outros fragilizados, de telhas duras ou baças, de vidro ou plastificadas... mas o que abriga o telhado? Vozes, pessoas, estórias, vivências e do tudo e do nada, sombras, nossas e dos outros... não deixar que a sombra seja maior do que a luz é uma enorme batalha, constante e diária. Aprender, caminhar, partilhar... eis que a zona de luz aumenta e o equilíbrio acontece... simplesmente!"

Texto e foto: Cristina Vicente

# 1857



"Mão ante mão percorri-te,
decorei-te. Guardei-te.
como um segredo.
Não percebendo que
pé ante pé,
secretamente,
te foste afastando. Partindo.
Até seres apenas uma memória."

Texto: Helena Silva
Foto: Cristina Vicente

# 1840



"Para toda a força existe a sua versão oposta e, sem exceção, tudo o que se opõe deriva da mesma fonte, por isso, naquela noite, existia a essência da luz manifestada, quer na luminescência assustadora dos raios enraizando o céu, quer numa arbórea luminosidade, compassiva e arredondada, desenhada como copa de árvore no topo de um candeeiro a petróleo, aceso no interior de uma casa."

Texto: Joana M. Lopes
Foto: Cristina Vicente